VER-O-FATO: Bióloga Ana Albernaz vai dirigir Museu Goeldi pelos próximos 4 anos

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Bióloga Ana Albernaz vai dirigir Museu Goeldi pelos próximos 4 anos


A bióloga Ana Luisa Albernaz estará à frente do Museu Paraense Emílio Goeldi pelos próximos quatro anos (2018-2022). A pesquisadora tomou posse na manhã desta terça-feira (28), tornando-se a quarta mulher a dirigir a instituição. A solenidade será realizada no Parque Zoobotânico e no Campus de Pesquisa do Museu Goeldi, em Belém (PA), com a participação de autoridades, cientistas, técnicos e colaboradores.

O diretor de Gestão das Unidades de Pesquisa e Organizações Sociais do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Gustavo Zarif Frayha, representando o ministro Gilberto Kassab, empossou Albernaz como a nova diretora do Museu Emílio Goeldi. Também participou da solenidade o Coordenador das Unidades de Pesquisa do MCTIC, Sanderson Medeiros Leitão.

Num gesto simbólico, de acordo com a tradição do Museu Goeldi, e que marca o início da gestão e reforça o compromisso da nova diretora com a missão institucional, Ana Luisa Albernaz fez o plantio de um exemplar de ipê-amarelo, também conhecido como pau d’arco. 

O plano da nova gestora que assume agora foi estruturado em cima de oito áreas estratégicas que constam do Plano Diretor do Museu Emílio Goeldi: pesquisa, inovação, comunicação científica, coleções científicas, pós-graduação, políticas públicas, tecnologia da informação e comunicação e gestão organizacional. 

Haverá incentivo ao desenvolvimento de pesquisas em áreas de interesses nacional e internacional, com a busca de uma ampliação da participação do MPEG em redes de pesquisa, e o fomento às parcerias na área de biotecnologia.
O Museu Emílio Goeldi possui um dos maiores conjuntos de coleções do Brasil, com mais de 4,5 milhões de itens tombados. 

Além da proteção e preservação desse patrimônio com a realização de obras de infraestrutura, a nova gestão se propõe a dar continuidade ao processo de informatização das coleções científicas. A ampliação e manutenção dos sistemas de gerenciamento de dados de biodiversidade e de informações institucionais constituem uma das principais metas.

A nova gestora se propõe a aprimorar a infraestrutura de visitação pública, com a criação de novos recintos, a acessibilidade e a sinalização. Em sua gestão, também estão previstas a conclusão em 2019 do Centro de Exposições Eduardo Galvão e do Espaço de Atividades Educativas (anteriormente conhecido como Raízes).

De modo geral, Ana Luisa Albernaz se propõe a executar seu plano levando em consideração quatro tendências mundiais da ciência: o trabalho com grandes conjuntos de dados, conhecidos como Big Data; a interdisciplinaridade; a sustentabilidade; e a busca pela melhoria da interface entre ciência, tecnologia, política e democratização do conhecimento.

Perfil – Ana Luisa Kerti Mangabeira Albernaz é bióloga, com mestrado e doutorado em Ecologia, pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), com período sanduíche na University of Canberra, na Austrália, durante a sua formação, e pós-doutorado na University of East Anglia, no Reino Unido. 

Desde 2002, integra o grupo de pesquisadores da Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia, do Museu Paraense Emílio Goeldi.  Atua também como professora e orientadora na Pós-Graduação do Museu Goeldi, já tendo sido colaboradora em cursos conveniados com a Universidade Federal do Pará (UFPA) e Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA).

Museu Goeldi – Fundado em 1866, o Museu Paraense Emílio Goeldi é uma das 16 unidades do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. É a mais longeva instituição científica da região amazônica. Tem como missão realizar pesquisas, promover a inovação científica, formar recursos humanos, conservar acervos e comunicar conhecimentos nas áreas de ciências naturais e humanas relacionados à Amazônia.

Sucedendo o linguista Nilson Gabas Jr., diretor por duas gestões seguidas, Ana Luisa Albernaz teve sua nomeação publicada no Diário Oficial da União no dia 29 de junho, conforme Portaria nº 3.374. Em quase 152 anos de história, essa é a quarta vez que uma mulher assume a direção do MPEG. A pesquisadora ocupará o lugar que já foi da ornitóloga Emilie Snethlage (1914-1917 e 1919-1921), da antropóloga Adélia de Oliveira Rodrigues (1995-1999) e da ecóloga Ima Célia Guimarães Vieira (2005-2009). Fonte: Agência Museu Goeldi.

Um comentário:

  1. Esperamos que essa profissional,realmente cuide bem desse grande património publico federal,e não permita acontecer o que está acontecendo com o "Bosque Rodrigues Alves"um descaso total,é só observar que as árvores estão sumindo principalmente no cento do bosque,antes no horário de 12:00 h você não via o sol penetrar e deixar um clarão,mais hoje é bem visível.Isto é,sem falar dos macacos que descem das grades de ferro, para comerem na parte externa lixo.Descaso total...

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