quarta-feira, 4 de julho de 2018

TEMER DÁ TAPA NA CARA DO PARÁ EM OUTORGA DE FERROVIA DA VALE

Temer não está nem aí para as mazelas paraenses

Sentimento de culpa é a pior coisa. Ataca forte até a classe política. No caso da renovação da outorga à Vale por mais 30 anos para a exploração da Ferrovia de Carajás, o governo Temer deu uma enorme banana para o Pará. Sabe da fragilidade da bancada do estado em Brasília, historicamente desunida, e explora isso com dose de crueldade.


A culpa dos nossos políticos, tucanos de carteirinha, como Simão Jatene, Flexa Ribeiro e outros, inclusive os aliados de ontem e de hoje de Temer, como o senador Jader Barbalho e o ex-ministro Helder Barbalho, provocou hoje uma correria e alarido, contra as más notícias vindas do Planalto.
É que, em ano eleitoral, tirar do Pará o que seria naturalmente do estado, é um duro golpe. Dizer o quê para os eleitores? Mesmo que Jader e Helder nada tenham feito para evitar que Temer prejudicasse ainda mais o estado, necessário se faz botar a boca no mundo.


Segundo as notícias - a menos que estejamos diante de uma grande jogada político-eleitoral, com fingimento na base do faz-não-faz - um tal de Conselho de PPI, Parcerias Públicas de Investimentos da Presidência da República, colocou a Vale contra a parede e deu o seguinte ultimato: só renova a concessão se a empresa fizer o que foi desenhado no Palácio do Planalto.

Ou seja, a Vale terá de construir a Ferrovia de Integração do Centro Oeste, que tem na sigla o sugestivo nome de Fico. Essa ferrovia ligará o município de Água Boa, em Mato Grosso, a Campinorte, em Goiás, numa extensão de 383 km.

E o Pará, que detém as maiores reservas minerais do planeta, como fica, se a ferrovia com a concessão renovada fica em solo regional? Fica sem nada, para variar. Pouco importa que é daqui que a Vale, nos últimos 30 anos, tenha obtido um lucro líquido superior a R$ 650 bilhões.

O Pará, um eterno rico de pires na mão em Brasília - reivindicando as migalhas que caem da mesa do poder -, do jeito que anda ainda vai levar outras rasteiras. Já teve a casa arrombada diversas vezes, mas botou tranca na porta.

Agora, querem levar a porta junto com a tranca.

4 comentários:

  1. O Pará tem três senadores que além de corruptos são inoperantes, PAULO ROCHA, JADER BARBALHO, FLEXA RIBEIRO. No caso do Jader barbalho tem um agravante, é do partido do presidente e nada fez pra reverter esse quadro, demonstrando fraqueza politica e desprestígio perante o seu proprio partido. Eleições se aproximam e não se deve reeleger esses corruptos desqualificados.

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  2. Esse esbulho contra o Pará remonta aos tempos da ditadura militar quando Sarney, sozinho teve mais força do que toda a bancada federal paraense, conseguindo levar para o Porto de São Luís (MA)não só a exportação dos minérios explorados pela Vale em território paraense como também a ferrovia de Carajás, que custaria menos U$-100 milhões (em dólares) caso fosse construído o Porto da Ponta da Tijoca (hoje Espadarte) no litoral paraense. A bancada paraense quedou-se silente e omissa diante de falácias técnicas então encomendadas a técnicos japoneses, que condenavam a Ponta da Tijoca por supostamente não ter calado de mais de 50 metros, fato que inviabilizaria o atracamento de cargueiros de grande porte para transportar os minérios. Tudo enganação orquestrada, inclusive com alguns arautos da própria bancada paraense, que ainda foram encarregados pelo governo militar de divulgar essa balela junto ao povo paraense. É hora de dar o troco com a única arma de que o povo dispõe, mas que costuma ser letal em dias de eleição: o voto. No caso vamos adotar o não/voto em candidatos que não defendem o Pará.

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  3. o problems Francisco Sidou, é que todos eles se spresentam como valentes guerreiros defensores do Para. e o povo, ah o povo, acredita; até em entreguistas de merda como o wc

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  4. A própria história da Vale é recheada de esbulhos ao Pará: privatização a preço de banana e ICMS são os mais salientes. Desde o governo Jarbas Passarinho,época da privatização, que as vantagens contam em favor dessa gigante
    Ao Pará, as migalhas. Quanto ao povo daqui, nenhuma reação é, miseravelmente, continua esse povo elegendo políticos inexpressivos e desonestos

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