VER-O-FATO: Novo estudo do "Evandro Chagas" aponta que contaminação da Hydro em Barcarena veio da bauxita de Paragominas

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Novo estudo do "Evandro Chagas" aponta que contaminação da Hydro em Barcarena veio da bauxita de Paragominas

É daqui, em Paragominas, que a bauxita transporta o perigo até Barcarena
Como sempre meticuloso em suas análises, o Instituto Evandro Chagas, de credibilidade reconhecida em todo o mundo, afirma em novo estudo que os  metais tóxicos encontrados em Barcarena, nordeste do Pará, têm origem em outra unidade da mineradora Norsk Hydro que extrai bauxita em Paragominas. O mineroduto tem 244 km de extensão e passa por sete cidades.

Segundo informações do portal de notícias G1 Pará, a Hydro diz em nota que não pode comentar, porque ainda não teve acesso ao conteúdo do documento. O último relatório divulgado pelo IEC foi de 28 março, quando foram confirmadas que operações irregulares da empresa contaminaram os fluxos do rio Pará. 

No mês de maio, um relatório do comitê federal coordenado da Casa Civil da Presidência da República, apontou que há outras fontes de contaminação no município de Barcarena, além da mineradora. Os casos de contaminação da norueguesa Hydro vieram à tona em Barcarena nos dias 16 e 17 de fevereiro deste ano, quando resíduos de bauxita vazaram para o meio ambiente após fortes chuvas. 

Uma vistoria com a presença da procuradoria do Ministério Público identificou uma tubulação clandestina que saía da refinaria e despejava rejeitos que contaminaram o solo da floresta e rios das localidades próximas. Ainda foram encontradas outras duas tubulações ilegais que tinham a mesma finalidade, diz o G1 Pará. 

O Evandro Chagas, por sua vez, enfatiza em seu parecer técnico ter sido  evidenciado que a extração de bauxita libera elementos perigosos que são transportados da Mineração Paragominas  - empresa da Hydro - por um mineroduto de 244 km, atravessando sete municípios: Paragominas, Ipixuna, Tomé-Açu, Acará, Moju, Abaetetuba e Barcarena. Segundo a Norsk Hydro, o duto percorre os rios Capim, Acará, Acará Mirim e Moju até chegar à Hydro Alunorte, em Barcarena, onde a bauxita é refinada e transformada em alumina. 

O pesquisador do IEC, Marcelo Lima, explicou que os riscos estão nos processos que esses elementos passam ao serem retirados do subsolo. O primeiro é o intemperismo, quando o material sofre corrosão por causa da umidade, calor, água da chuva; e o segundo é lixiviação, quando os resíduos são arrastados com a água. 
Outro agravante, segundo Lima, é o processo industrial na refinaria em Barcarena, quando os metais tóxicos na lama vermelha se misturam ao despejo de cinzas. "Quatro das dez substâncias mais perigosas são encontradas em todo este processo. Chumbo, cádmio, arsênio, além do mercúrio após o contato com as cinzas", detalhou.

O parecer conclui apontando a necessidade do controle constante dos metais, pois, segundo Lima, nas licenças "tanto em Paragominas quanto Barcarena não constam necessidade de monitoramento".

Outro lado

Sobre o mineroduto, a Mineração Paragominas informa que ele é totalmente vedado em toda a sua extensão e que monitora a operação 24 horas por dia, além de realizar todas as manutenções preventivas, "o que garante a confiabilidade e a segurança da operação deste sistema". 

A empresa diz ainda que a bauxita é explorada em diversas partes do mundo e em diferentes locais no Brasil e que a polpa de bauxita é inerte e, além disso, não tem contato com o meio ambiente durante a operação de bombeamento. 

A Hydro informa também que um geólogo que estudou a mina de Paragominas atestou que a operação não tem elementos que possam impactar a saúde da população local e que a Justiça de Paragominas deu parecer favorável para a empresa após avaliar documentos de pesquisadores e geólogos sobre o local de extração.

Licenciamento é questionado

O estudo foi solicitado pela Associação dos Caboclos Indígenas e Quilombolas da Amazônia (Cainquiama) para embasar cientificamente um novo processo contra a Norsk Hydro. Segundo o advogado da Cainquiama, Ismael Moraes, a ação pede à Justiça Federal que paralise a mina ou suspenda licenciamento minerário concedido. 

Moraes explica que as autorizações foram concedidas pelo então Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) - atual Agência Nacional De Mineração (ANM), e assinadas pelo Ministério de Minas e Energia. Na ação, Moraes afirmou que o Plano de Aproveitamento Econômico (PAE) da mineradora da Hydro não cita a disposição e destinação final dos resíduos sólidos que seriam despejados em Barcarena, nos Depósitos de Resíduos Sólidos (DRS 1 e 2). 

"Que a paralisação ora requerida seja mantida até que o PAE seja adequado à Lei de Resíduos Sólidos, (...) com base nos parâmetros descritos na Polícia Nacional de Segurança de Barragens, bem como (...) conforme VIII do art. 3º da Lei de Resíduos Sólidos", pede a ação. De acordo com o advogado, a Lei dos Resíduos Sólidos prevê que, quem produz resíduos por atividade industrial e econômica, é responsável até a disposição ou destinação final.

 "Por isto, a responsabilidade deve ser constante, já que, de acordo com a lei, quem coloca o produto na cadeia econômica deve assumir quando quem recebe os resíduos não tenha mais capacidade econômica e tecnológica para garantir o tratamento para evitar a contaminação", explicou. 

Tanto o relatório do IEC quanto a ação da Cainquiama sugerem que a Norsk Hydro financie pesquisas científicas para saber os efeitos e as reações dos elementos no ambiente e na população de Paragominas, Barcarena e nas cidades por onde o mineroduto percorre. Fonte: G1 Pará.

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Um comentário:

  1. Bom dia Carlos Mendes e bom dia para todos, eu vim aqui comentar que é inúil a atuação do ministério publico que desconhece as políticas internas de Gydro no Brasil, pois à Hydro é uma empresa que não esta nem aí pra cara dos paraense e têm agente como idiotas de primeira categoria. O que a Hydro quer é somente os bénéficios até aonde durar, pois financiamos com firmesa em grande parte o conforti de cada noruêgues que não se importam de irem ao trabalho de bicicleta pra mostrarem ao mundo que eles são limpos e implicadoos com a poluição climática no mundo. O MP-Pa é muito irresponsavél de aceitar a política que empresas como a Hydro vêm trazendo ao nosso Pará, trazendo doenças incuraveis para a população que vive perto desse pontos de extrativismos ladronicos e desumanos. Isso é culpa dos nossos governadores que dão causa de avantagens a empresas que não respeitam os direitos de nenhum paraense. Devemos fechar essas empresas e mostrar que o Brasil não é casa de mãe Joana. Pois a política de empresas como a Hydro é uma politica de surdos e mudos. Eu que moro na França, que tenhi caoacidade de fabricar casas, pois tenho expériências na aréa, fui obrigado em fechar a minha empresa de construção civil. Dentro de alguns dias eu vou enviar a minhainscrição pra concorrer ao hoverno Paraense e se eu ganhar as eleições sem fazer muita promessa, eu vou fechar todas as empresas que não respeitarem o meio ambiente. Empresas como a Hydro não matara mais um só paraense. Vou libérar o para dessa doença. E vou criar comissões de estudos e crédências muitos mais fortes que o Evandro Chagas, aonde participará não somente polítidos mais civis usuários escolidos. Mais uma vez eu explico, somos nós paraense que financiamos essa guerra de poder mundial. Ta aí o meu apêlo. Fechem essas fábricas que não trazem mais que desiluzão e morte. Carlos Xerfan

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