VER-O-FATO: NOITE DE PROTESTOS NA CURUZU: TORCIDA DO PAYSANDU ESTÁ FURIOSA COM A DIRETORIA E COM O TIME

quinta-feira, 12 de julho de 2018

NOITE DE PROTESTOS NA CURUZU: TORCIDA DO PAYSANDU ESTÁ FURIOSA COM A DIRETORIA E COM O TIME

Nas redes sociais e na "rádio cipó" a convocação
para não assistir a partida desta noite

Treinos secretos para nada - porque dentro de campo, na hora da partida - o time é ridículo, tocando sempre a bola para os lados, sem agressividade no ataque e uma defesa que é um "deus nos acuda". Torcedores reprimidos com spray de pimenta por PMs e espancados por seguranças marrentos quando se manifestam contra as péssimas partidas que têm assistido este ano.

Falta de apoio aos atletas da base, até mesmo aos que fazem parte do elenco principal, hoje barrados pelo treinador e pela "panelhinha" dos pernas-de-pau que vieram de outros estados. 

Em contrapartida, lojas lotadas de clientes, comprando camisas do clube a toda hora. O Paysandu é uma máquina de fazer dinheiro, mas não sabe contratar jogadores para reforçar o atual elenco, porque vive nas mãos de empresários 171 que dominam o mercado das indicações e mandam para cá "bondes" encalhados ou ex-atletas em atividade. 

Para completar, um treinador retranqueiro, que não tem uma jogada ensaiada e privilegia apaniguados que nada produzem durante a partida, facilitando a vida dos adversários. Após derrotas humilhantes para times inferiores, as explicações irritam ainda mais os torcedores.

Esta é a realidade do Paysandu, que sob protestos de suas torcidas organizadas e de torcedores conscientes que não se deixam enganar pelas lorotas da atual diretoria, entra em campo esta noite, às 20h30 na Curuzu, para enfrentar o Vila Nova, pela Série B do Campeonato Brasileiro. 

A manifestação prometida hoje pelos torcedores agita os bastidores do clube. Há diretores e conselheiros que defendem a saída imediata do treinador Dado Cavalcante e a dispensa de jogadores "bichados", que ganham altos salários sem trabalhar e vivem no departamento médico. A convocação é para que os torcedores, inclusive os que comprarem ingressos, não entrem no estádio. Um protesto inédito no Pará em partidas de futebol.

"Não é um protesto contra o Paysandu, que nós amamos, é contra essa diretoria inerte, que tirou torcedores dos estádios de Belém para levá-los para as lojas onde vendem camisas, bonés e bijouterias com o escudo do clube, enquanto o dinheiro dessa arrecadação é usado para contratar jogadores medíocres, sem alma e em fim de carreira", disse ao Ver-o-Fato o torcedor Cláudio Roberto Carvalho.

A torcedora Maria Cleide Rodrigues enfatiza que o Paysandu de Dado Cavalcanti é um time "mal treinado, mal escalado e cheio de jogadores pipoqueiros e chinelinhos". Ela disse que não irá ao estádio e que ficará nas imediações da Curuzu para protestar ao lado dos que exigem "mudanças radicais" para que o clube não seja rebaixado para a Série C. "Nós estamos em queda acelerada e se não protestarmos contra o descalabro, a diretoria vai manter o Dado e esses jogadores mercenários que nada fazem dentro de campo", resumiu Cleide.

Como se pode ver, o clima esta noite na Curuzu, dentro e fora do estádio - mais fora do que dentro - promete fortes emoções. Os torcedores insatisfeitos afirmam que os protestos serão "pacíficos". A diretoria, por via de dúvidas, promete reforçar a segurança na Curuzu. Quanto a investimentos para trazer quem possa resolver os problemas dentro de campo e evitar o rebaixamento, nenhuma palavra. 

O Paysandu, sem dúvida, já superou crises bem piores. Porque é muito maior do que a vaidade e a falta de visão de meia dúzia de seus dirigentes. Eles passarão. O Papão, passarinha.

3 comentários:

  1. Pelo visto, dos lados direito e esquerdo da Almirante Barroso não falta LADRÃO. Cuidado com a sua carteira, sobretudo se ela for azul. Não importa a tonalidade, você vai enrolado pelos espertalhões que se situam bem no comecinho da avenida.

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  2. Paysandu e remo refletem no futebol a decadência que nos paraenses vivenciamos nos aspectos político, econômico e social

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  3. O mal maior dos clubes paraenses é a falta de investimento nas divisões de base, por isso importam "bondes" a rodo a peso de ouro, considerando a categoria de quem chega. O clube precisa vincular recursos mínimos, de ordem estatutária, a fim de que nossos jovens sejam melhor aproveitados e que surjam como luz no fim do túnel a um crescimento no futebol paraense. O retorno pode não ser de curto prazo (como normalmente a diretoria deseja), mas vislumbra um futuro promissor não só de ordem técnica, mas econômica e social, tanto para o clube como para o estado.

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