segunda-feira, 25 de junho de 2018

COMO O PARAENSE VICENTE CECIM AJUDOU A DERROTAR O CACIQUE BAIANO TONINHO MALVADEZA, ELEGENDO WALDIR PIRES

Cecim: pronto para campanha eleitoral
Foi para o Waldir, que agora retornou às origens, que eu criei a minha primeira campanha eleitoral, em 1986 - e também a primeira para governador, no Brasil, após a ditadura. A campanha foi contra ACM, o famigerado Toninho Malvadeza. 

Tiramos ele do poder crônico na Bahia e elegemos Waldir, com mais de 1.500 mil votos de vantagem, com o slogan decidido 'A Bahia vai mudar', que eu criei. Fiz a campanha em tom glauberiano, de Santo Guerreiro contra o Dragão da Maldade.

Incluive toda a letra do jingle ('Chega de opressão, porque maiores são, os poderes do povo, desta grande nação...'), com música de Waltinho Queiroz - que havia feito a música para Glauber. É essa música que o gangaceiro Coiral de Coirana, agonizando, canta no filme.

A campanha recebeu o Grand Prix de Campanha Nacional do Prêmio Colunistas - e foi adotada pela Escola Superior de Propaganda como modelo de propaganda política e incluida em seu currículo. 

A campanha foi pioneira e modelo matriz das campanha políticas nacionais por que não havia marketing político antes da Ditadura, em 1964,com as ferramentas de comunicação - TV, etc -que surgiram depois da Ditadura, nos anos 80. 

Ninguém sabia o que era e como fazer uma campanha política - eu, sendo jornalista e criador atuante em propaganda, por sobrevivência familiar - simplesmente deduzi que campanha política devia ter FATOS, como no jornalismo, mesclados à IMAGINAÇÃO CRIATIVA, como na propaganda. 

Os juízes vinham perguntar como fazer - e nós orientávamos -, estavam perdidos... Essa fórmula deu certo e até hoje é a usada no Brasil.

Agora, com a comunicação virtual, desenvolvi outra tecnologia de campanha eleitoral: o Check-up pré-Eleitoral. Essa tecnologia nasce sobre mais de 30 anos de realizações de campanha política em todo o Brasil para presidentes (um no Brasil, FHC, outro em Angola, José Eduardo dos Santos), governadores, senadores e deputados federais e estaduais, além de prefeitos e vereadores.

Waldir Pires era um homem bom. Trouxemos ele do exílio para essa missão. Poderia escrever um livro sobre essa campanha, heróica e perigosa, e sobre a convivência com Waldir. Depois, ele foi ser vice do Ulisses, candidato à Presidência da República. 

Não deu certo e ele voltou para a Bahia. Fiz então a campanha dele para deputado federal e foi o mais votado federal da história política baiana, com cerca de 25O mil votos. 

Com a campanha de Waldir, eu, um paraense, ajudei a tirar o Malvadeza do caminho e abrir caminho para que a política baiana tomasse outro rumo - elegendo inclusive Jaques Wagner - mas essa é uma outra história.

Uma história que começa quando Jaques, líder sindical do Pólo Petroquímico de Camaçari, me pediu para fazer, de graça, a campanha dele para deputado estadual. Fiz, se elegeu, pediu depois para fazer, de graça, para federal, fiz, venceu - e chegou a governador. Já podia pagar mas eu não estava mais na Bahia, tinha voltado para a minha Floresta.

É possível fazer campanha política como quem vai para uma guerra justa - se existe alguma forma de guerra que possa ser limpa. Das tantas que eu fiz primeiro pedi para ver as mãos - se limpas, fazia; se não, não fazia a campanha. 

Algumas dessas mãos se sujaram depois - mas marketing político não inclui bola de cristial, e eu não poderia antes saber. 

Levezas, Waldir. (Vicente Cecim)

Nota do Ver-o-Fato - Vicente Cecim, jornalista, escritor premiado dentro e fora do Brasil, é paraense, mora em Belém e, depois de atuar por mais de 30 anos em eleições de presidentes, governadores, prefeitos, senadores e deputados, decidiu montar  a Cecim & Consultores Associados. O site é este: www.cecimeleicoes2018.com.br. 

Os interessados em fazer chek-up pré-eleitoral ou contratá-lo para campanha podem ligar para o celular 98036-3651, no e-mail cecimeleicoes2018@gmail.com ou ainda marketing@cecimeleicoes2018.com.br


Um comentário:

  1. Seria interessante ele bolar uma forma de o povo do Pará se livrar do Jatene, família e de todo o PSDB! Fora Jatene!

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