segunda-feira, 4 de junho de 2018

BELÉM E INTERIOR: TUDO IGUAL EM VIOLÊNCIA


Tráfico de drogas, assassinatos e roubos: a paz, onde existe?
Trinta anos atrás, o tráfico de drogas, o assalto na rua e o assassinato banal eram restritos às grandes capitais do país. Em Belém, por exemplo, dizia-se nas conversas familiares que a violência aumentava e o que melhor se podia fazer, num final de semana, era esfriar a cabeça no interior, onde a vida era mansa e tranquila.


Mal chegava a sexta-feira e muitos “enforcavam” o expediente da tarde nas repartições públicas e partiam com a família para o interior, embrenhando-se por rios, furos e igarapés, onde curtiam a vida na boa, esquecendo por horas os problemas que haviam deixado na capital.

Voltava-se para casa com as baterias recarregadas já pensando em no outro final de semana partir novamente para um balneário qualquer, sítio cercado de árvores, ou aquela pescaria que unia diversão à vontade de comer algo sadio. Isto sem falar no papo sem preocupação de horário com algum conhecido, contador de boas estórias.

A vida interiorana, sem comida enlatada, sem trânsito estressante nas ruas e onde o tempo demorava a passar, era uma benção. Causava - temos de reconhecer - inveja ao morador de Belém. Momentos agradáveis, viagens inesquecíveis, as festinhas sem briga, as conversas na porta de casa, sob a luz do luar, olhando o rio. Um clima poético.

De lá para cá, porém, tudo mudou. Para pior. A violência e a criminalidade que existiam em grande escala em Belém também já atinge pequenas e médias cidades do interior. Para onde se vá, o medo de ser assaltado ou morto, seja na rua ou na estrada, é o mesmo.

Bilhões no ralo

Não se tem paz e nem tranquilidade em Marabá, Parauapebas, Redenção ou Tucuruí, apenas para citar algumas cidades do sudeste paraense. Se viajar para o nordeste do Estado, a situação é a mesma: tráfico de drogas, roubo, assaltos e homicídios. O cenário não é diferente em cidades do oeste, como Santarém, Itaituba, Novo Progresso, Monte Alegre ou Oriximiná.

Na região do arquipélago do Marajó, onde o índice de desenvolvimento humano medido pelo governo federal é um dos mais baixos do país, jovens de 12 anos andam armados, entregues ao vício das drogas e à criminalidade. Há miséria por todo canto e prostituição juvenil.

Quem deveria zelar pela segurança de todos nós não o faz. Está perdido. Apesar dos bilhões que diz investir em viaturas e armas. A política de segurança pública é um retumbante fracasso.

Em suma, caímos e não paramos de cair no fundo do poço. O dinheiro dos nossos impostos é mal empregado em estratégias equivocadas, para não dizer desastrosas, de proteção aos cidadãos. 

Da avenida mais iluminada de Belém à rua esburacada da periferia de Marabá, a realidade se completa num único enredo: insegurança e abandono.

2 comentários:

  1. Lixo + alagamentos + chacinas + violência contra policiais = zenaldo e Jatene

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  2. Além da questão da má gestão da verba pública voltada para segurança, existe e não deveria deixar de existir, em se tratando dos políticos brasileiros e paraenses, da roubalheira promovida por esses políticos corruptos do orçamento voltado para área da segurança pública, não farão leis mais rígidas, pois, tem rabo preso, e também não investirão em educação que é a maior ferramenta de inclusão social, pois um povo esclarecido certamente não permitiria que esses parasitas chegassem ao poder.

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