segunda-feira, 11 de junho de 2018

A VELHA POLÍTICA E A DESCRENÇA DOS ELEITORES



Nesses tempos de descrença quase total na classe política – e ela o faz por merecer, sejamos justos -, muita gente não sabe em quem votar, faltando pouco mais de quatro meses para a eleição de presidente, governador, senador e deputado.


A pergunta é a seguinte: em quem acreditar, se o velho discurso de “lutar pelo povo” perdeu credibilidade faz tempo? O político ideal não existe, mas aquele que agir com transparência e estiver sintonizado com os principais desejos da população sairá em vantagem. Poucos se enquadram nesse perfil.

Nesse trabalho de se apresentar como opção confiável, em meio a tantos candidatos antigos e novos, o político que sobreviveu ao vendaval da descrença é aquele que já exerceu cargo público e teve a aprovação popular. Ou pelo menos a aprovação da maioria. Diferente do que já foi testado nas urnas e saiu derrotado.

Se foi um bom prefeito, governador ou deputado, até mesmo senador, está em vantagem diante do resto. O candidato “novo”, por outro lado, não será novo se não tiver um trabalho em que seja conhecido, ou admirado, por se preocupar com sua comunidade e querer fazer algo para mudar as coisas que ele identifica como erradas.

Cabe ao eleitor ter a clareza suficiente para saber separar o joio do trigo. Aliás, ele só tem batido a cabeça contra o muro.

E quando a cabeça bate contra o muro, o que quebra não é o muro, mas a cabeça.


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