quinta-feira, 24 de maio de 2018

O PARÁ ESTÁ PARANDO NA GREVE DOS CAMINHONEIROS

A coisa está feia: no quarto dia da greve começa a faltar produtos

No quarto dia da paralisação dos caminhoneiros de todo o país, o Pará não poderia estar de fora e já sente as consequências. Somos dependentes de mais de 80% dos alimentos que abastecem supermercados e feiras. 

Por aqui, as coisas tendem a piorar. Em Belém, ironicamente, já se vê filas nos postos, com a falta de combustível. A canalhice das distribuidoras e dos donos de postos impera e os custos sobem.

 

Os consumidores submetem-se ao roubo no preço do óleo diesel e da gasolina. Até o álcool, que não é produzido pela Petrobrás, está nas alturas. A máfia dos combustíveis ganha ainda mais.

Tudo está parando aos poucos, enquanto em Brasília um governo pusilânime, corrupto e perdido não sabe o que fazer. Reforma tributária, nem pensar. Temer está acuado e se refugia na própria mediocridade.

A greve dos caminhoneiros é legítima e é a única que pode, de fato, parar o país, como está parando, porque mexe com distribuição de produtos que vão de alimentos ao comércio em geral. 

A categoria revela força e unidade. E com um detalhe importante: não está atrelada a centrais sindicais pelegas. É um movimento que nasce nas bases, não nas cúpulas de sindicatos parasitas.

A principal reivindicação dos caminhoneiros é a redução da carga tributária sobre o diesel. Os motoristas pedem a zeragem da alíquota de PIS/Pasep e Cofins e a isenção da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico).

Os impostos representam quase a metade do valor do combustível na refinaria. Segundo eles, a carga tributária menor daria fôlego ao setor, já que o diesel representa 42% do custo do frete.

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