VER-O-FATO: HYDRO DIZ QUE NÃO FOI NOTIFICADA, DEFENDE BARRAGENS E CHAMA ACUSAÇÕES DE IMPROCEDENTES

segunda-feira, 21 de maio de 2018

HYDRO DIZ QUE NÃO FOI NOTIFICADA, DEFENDE BARRAGENS E CHAMA ACUSAÇÕES DE IMPROCEDENTES

Procurada pelo repórter, a Norks Hydro manifestou-se por meio de nota, defendendo suas empresas, a Mineração Paragominas Ltda e a Hydro Alunorte, citadas na ação judicial. Ela informa que até sexta-feira,18, ainda não foi notificada nem teve acesso ao conteúdo de nenhuma ação judicial solicitando a suspensão de suas operações.


De acordo com a nota, o Plano de Aproveitamento Econômico (PAE) da Mineração Paragominas prevê a destinação dos resíduos do processo da mina em suas barragens, conforme requerem a legislação e a Agência Nacional de Mineração (ANM). “Estas barragens localizam-se no município de Paragominas, na região do entorno da mina, de acordo com o PAE e conforme determina a legislação”, diz.

Observa ainda que, segundo conclusão do Parecer nº 025/2018, a polpa de bauxita da Mineração Paragominas, ao ser recebida pela Alunorte, “passa a integrar o processo de refino para a produção de alumina. A disposição deste resíduo industrial foge da competência da jurisdição do Código de Mineração, portanto, não deve ser contemplado no PAE da Mineração Paragominas”.

Mais adiante, a respeito do estudo “Caracterização e Gênese dos Depósitos de Bauxita da Província Bauxitífera de Paragominas, Noroeste da Bacia do Grajaú, Nordeste do Pará/Oeste do Maranhão”, feito pelo Centro de Geociências da UFPA, define o trabalho como “descrição geológica de como a bauxita foi formada na região e sua composição típica, não apresentando nenhuma correlação entre a caracterização da bauxita e impactos na saúde humana”.

Na parte que envolve a Alunorte, a empresa alega que os resíduos sólidos resultantes da operação da refinaria são destinados ao Depósito de Resíduo Sólido DRS 1, em Barcarena. “Este material é classificado pela legislação como resíduo não perigoso, de acordo com norma da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. Os depósitos DRS 1 e 2 possuem sistemas de gerenciamento de resíduos com a tecnologia de controle ambiental mais avançada do mundo para disposição de resíduos sólidos de bauxita”, destaca a nota.

Ela acrescenta que as instalações da Alunorte estão dentro do perímetro da Zona Industrial de Barcarena, de acordo com o Plano Diretor Municipal (PDDU), desenvolvido com participação das autoridades e da sociedade civil. E, por fim, diz que tanto a Mineração Paragominas, quanto a Alunorte, consideram que as alegações da ação judicial, das quais a empresa tomou conhecimento por meio do e-mail do repórter de O Liberal, “são improcedentes”.

“As duas empresas levam alegações falsas muito a sério e apresentarão sua defesa. A Mineração Paragominas e a Alunorte reforçam sua disposição para fornecer informações aos órgãos competentes quando solicitadas. As empresas vêm colaborando com as autoridades e se mantêm abertas ao diálogo com todas as instituições”.

Um comentário:

  1. Os paraenses duvidam que esta empresa cometa as mesmas irregularidades lá na Noruega. Precisa-se descobrir quem é este criminoso "PEGADOR DE PONTA" que faz essa enorme "VISTA GROSSA" ao permitir que essa instituição privada faça do estado do Pará a "CASA DE MÃE JOANA".

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