VER-O-FATO: UNIMED E PORTO DIAS: UMA DUPLA QUE SÓ PENSA NO LUCRO E SE LIXA PARA A VIDA HUMANA

sexta-feira, 13 de abril de 2018

UNIMED E PORTO DIAS: UMA DUPLA QUE SÓ PENSA NO LUCRO E SE LIXA PARA A VIDA HUMANA

O internauta Marcus Benedito narra na página dele no Facebook um fato que, no dia a dia, já vem se tornando quase comum nos associados da Unimed Belém que buscam atendimento no hospital Porto Dias. O Ver-o-Fato aborda o assunto aqui, reproduzindo o desabafo de Marcus pelo que fizeram com a mãe, para que coisas desse tipo - desumanidade misturada com burocracia, arrogância e desleixo - não se repitam. Veja o relato:

"O Hospital Porto Dias (Av. Almirante Barroso) e a Unimed Belém agem como verdadeiros mercenários e carniceiros. Levei minha mãe na URGÊNCIA, vejam bem: URGÊNCIA!, com suspeita de Traumatismo Crânio-Encefálico. A enfermeira e a médica que a atenderam solicitaram imediatamente tomografia computadorizada. 

Prescreveram losartana via venosa, porque a pressão arterial estava em 18 por alguma coisa. "Mas tem que pegar autorização lá na frente" para a bendita tomografia. Volto pela terceira vez ao balcão de atendimento. Preencho um questionário e assino outras folhas. Entrego à atendente. 

A pessoa malvada (porque depois começou a fazer deboche da minha cara) que me atendeu, disse que a operadora do plano havia negado, porque mamãe tinha supostamente "doença pré existente".  O quê?! E o que que tem a ver a tampa com o penico?! A pessoa com suspeita de traumatismo craniano e os carrascos da Unimed e Porto Dias negando atendimento?! Crime atrás de crime... 

Na Urgência não existe esse papo! Deixei claro para a atendente e demais funcionários ali e pacientes que ouviam, que eles estavam quebrando o Protocolo e descumprindo a Lei. Depois de mais de uma hora e meia, ela me diz que o processo ainda estava sendo analisado pela Auditoria Médica de mercenários da Unimed Belém. 

Minha mãe passando mal e os nefastos inventando desculpas para negar atendimento. Falei que eles eram responsáveis acaso algo grave viesse ocorrer com ela, principalmente o Porto Dias, que descumpria o Protocolo de Atendimento de Ugência e a Lei que garante imediato atendimento ao cliente de plano ou quaisquer pessoa, ainda mais com pagamentos em dia. Em menos de um minuto uma outra funcionária disse que estava liberado o exame. 

Moral da história: se a saúde não for pública e gratuita, dever do Estado e direito de todos, jamais existirá qualidade nos serviços. Empresa privada só visa o lucro. Diferentemente da propaganda, eles não querem saber que as pessoas tenham saúde, única exclusivamente por um motivo: porque se você não ficar doente, eles não lucram. 

Ainda assim agradeço apenas a enfermeira Isabel, cirurgiã geral Taís, ao neuro Airton e a técnica de enfermagem Cristiane pela atenção e cuidados prestados. Aos donos do Porto Dias e Unimed Belém, que deixaram a minha mãe naquela condição desumana e eu e a família numa aflição e sofrimento sem tamanho, só digo que vamos denunciá-los aos quatro cantos do mundo.

Basta de desrespeitos aos direitos humanos e péssimos serviços!

Saúde não é mercadoria!"


Nota do blogue -  O internauta Marlon Gama acaba de postar em sua página no Facebook, o que ocorreu hoje pela manhã também no Porto Dias com a avó dele, que morreu naquele hospital. Ela havia sofrido um AVC, mas não foi internada por "falta de leito". Até o Ministério Público interveio e conseguiu que a senhora fosse transferida para a UTI. Mas já era tarde. Veja o que narra Marlon Gama:

"No momento que ela mais precisou, não socorreram, logo ela que sempre ajudou. Que sempre esteve disponível. Que sempre foi justa! A mentira do Hospital Porto Dias em dizer que não tinha leito para alguém que necessitava de tratamento de urgência, como é o caso de quem tem AVC. 

A falta de repasse da Prefeitura de Belém para o hospital, ainda que mensalmente desconte dos aposentados. Sendo necessário o Ministério Público intervir para que houvesse transferência para a UTI. Foi o estopim para que o caso da minha avó se agravasse e ocorresse o óbito essa manhã. 

Ela, seu coração bom, puro, com certeza perdoou vocês. Eu, não. Eu nunca irei perdoar! Te amo muito minha rainha, e gratidão por todos os ensinamento".


2 comentários:

  1. Há 20 anos Belém tinha 4 serviços de urgências de alta complexidade onde o paciente era atendido desde o desembarque por um médico especialista, não raro um dos donos do estabelecimento. Hoje os hospitais estão mais equipados, porém os especialistas estão fora da linha de frente, deixando os pacientes nas mãos das "equipes do protocolo'. Reze, sobreviva e horas depois receba os caras; senão...

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  2. minha mãe foi morta por negligencia e descaso quando estava internada no porto dias

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