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sábado, 21 de abril de 2018

SÃO FÉLIX DO XINGU: PRESOS 2 PISTOLEIROS QUE MATARAM ADVOGADO A MANDO DE FAZENDEIROS FORAGIDOS

Eles mandaram matar o advogado para não pagar multa ambiental
O delegado-geral Cláudio Galeno explica a advogados detalhes das 2 prisões

Os pistoleiros presos já estão em Belém. Josoé Oliveira Barros, de apelido "Zé Barrão", e Francisco Mendes de Oliveira, conhecido por "Pitbull", mataram o advogado Mário Pinto da Silva, crime ocorrido em 7 de novembro do ano passado, em São Félix do Xingu, no sul do Pará. Os dois foram presos por policiais civis de Altamira e transferidos para Belém por policiais da Divisão de Homicídios, responsável pelas investigações do crime.
  

As informações foram apresentadas em entrevista coletiva presidida pelo delegado-geral Claudio Galeno e com as presenças de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção Pará, tendo à frente o advogado Eduardo Imbiriba, secretário geral da OAB Pará e presidente da Comissão de Defesa de Direitos e Prerrogativas da Ordem.
 
Josoé é apontado como responsável em deflagrar os disparos e conduzir a moto usada no crime, enquanto que Francisco foi responsável em monitorar a vítima e repassar à Josoé a localização do advogado para que o crime fosse cometido. As investigações apontaram que o crime foi resultado da cobrança de uma multa ambiental no valor de quase R$ 1 milhão.
Foi identificado o casal de ruralistas - Antonio Honorato de Souza e Odaleia Carneiro de Souza - como mandantes do crime. 

Os dois estão com mandados de prisão decretados pela Justiça, porém permanecem foragidos. O delegado André explica que Honorato adquiriu uma propriedade rural, onde havia sido realizada uma extração ilegal de madeira que, na época, foi detectada pelo Ibama. O órgão ambiental aplicou uma multa ao proprietário da terra. Contudo, o terreno foi vendido para Honorato. 

O advogado entrou na causa para colocar a multa em nome de Honorato para que ele assumisse o ônus da multa e tentar repassar ao antigo dono. Por causa disso, explica o delegado, Honorato e sua mulher decidiram contratos Josoé e Francisco para executar o advogado.


Na coletiva de imprensa, para apresentação dos dois pistoleiros, o advogado Eduardo Imbiriba parabenizou o "brilhante trabalho desenvolvido pela Polícia Civil". “Elucidados a autoria e materialidade desse crime, está devidamente comprovado que o advogado foi morto em virtude do exercício da advocacia. Quando temos um colega de profissão morto por exercer a advocacia, é obrigação da OAB estar presente, estar acompanhando, como acompanhou desde o inicio”, pontuou.

Eduardo Imbiriba recordou integrantes da Comissão de Defesa de Direitos e Prerrogativas da OAB-PA estiveram em Marabá para acompanhar o exame de necropsia do corpo da vítima, no Instituto Médico Legal (IML), e seguiram para São Félix do Xingu com a finalidade de acompanhar de perto todo o trabalho de investigação do crime efetuado por policiais da Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Pará. “Acompanharam o início das investigações, conversaram com testemunhas, familiares e policiais e trouxeram informações”.

"Queremos os mandantes presos"
Ao observar que não é competência da OAB investigar, mas acompanhar as investigações, Imbiriba ressaltou que a Ordem sempre confiou no trabalho da Polícia Civil. “Em todos os casos que há como vítimas advogados, a OAB-PA acompanha e confia no trabalho. Nunca, a nossa instituição vai cobrar de maneira irresponsável”, ao complementar. “Sabemos que a investigação de um crime dessa natureza é complexa, demanda cuidado, sigilo e responsabilidade, para que os indícios de autoria e materialidade sejam claros, de modo que durante a instrução penal não ocorra nenhuma falha”.

Por outro lado, Imbiriba salientou que a Ordem aguardará o cumprimento dos mandados de prisão preventiva dos mandantes e não descansará enquanto todos os culpados forem punidos. “No decorrer do devido processo legal, a OAB-PA vai postular atuar como assistente de acusação. Nós vamos até o final. O nosso objetivo é ajudar que os acusados sejam submetidos ao Tribunal do Júri, que seja comprovado suas respectivas culpas e possamos obter a prestação jurisdicional com o andamento célere do processo”.

Delegado-geral da Polícia Civil do Estado do Pará, Claudio Galeno Filho defendeu que era necessário tempo para concluir o trabalho de prisão dos acusados de assassinar o advogado e “não reste dúvida à percepção criminal como um todo para auxiliar o Ministério Público e do Poder Judiciário”. Para finalizar, o delegado declarou que “a sociedade pode ficar confiante que o sistema de segurança pública e a Polícia Civil sempre dará a resposta que se anseia”. Fontes: Polícia Civil e OAB.


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