VER-O-FATO: PROMOTOR MILITAR ABRE INQUÉRITO CONTRA COMANDANTE-GERAL DA PM E COBRA RESPOSTAS PARA MORTES DE POLICIAIS

terça-feira, 24 de abril de 2018

PROMOTOR MILITAR ABRE INQUÉRITO CONTRA COMANDANTE-GERAL DA PM E COBRA RESPOSTAS PARA MORTES DE POLICIAIS

Coronel Benigno não respondeu ao ofício de Brasil. (foto Agência Pará)


O promotor de Justiça Militar, Armando Brasil, abriu inquérito civil para investigar o aumento de crimes contra policiais militares. A decisão foi tomada ontem e veio em virtude de o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Hilton Benigno de Souza, não ter prestado ao Ministério Público os esclarecimentos solicitados por meio de ofício emitido no início do mês, pedindo esclarecimentos sobre as investigações que apuram a violência contra policiais na grande Belém.


No último dia 13, Brasil havia dado prazo de 72 horas ao Comando Geral da PM para que prestasse os seguintes esclarecimentos: 1) Quais providências estão sendo adotadas pelo comando no sentido de salvaguardar a integridade física dos policiais militares, fora de serviço e de seus familiares?
2) Se há necessidade de manutenção de policiamento em trailler, bem como esclareça qual a sua efetividade. 3) Quantas munições e carregadores de pistola são pagas aos policiais militares que integram o efetivo de área? 4) Qual a cota de combustível paga às viaturas empregadas em serviço da PM, bem como se a respectiva cota é suficiente para o cumprimento da missão constitucional da Polícia Militar?
Brasil declarou ao Ver-o-Fato que está "muito preocupado com a violência cada vez maior que mantém a população paraense refém do medo e da insegurança". No caso dos policiais militares, o promotor foi incisivo: "esses policiais também estão expostos à violência desmedida e perdendo suas vidas nas ruas. São eles vítimas de uma disfunção social já saindo do controle".
Segundo o promotor, o inquérito civil tem o intuito de investigar e "dar as respostas cabíveis sobre o crescimento da violência contra os policiais militares em todo o Pará”. Também quer esclarecer a situação para decidir a proposta ou não de uma ação de improbidade administrativa contra o Governo do Estado para que as providências sejam adotadas.


"O Estado precisa garantir a segurança mínima ao policial para que ele possa promover a segurança da sociedade", resumiu Brasil. Mas, assinala, "não existe um programa para retirar o policial da área de risco e ele acaba integrando a comunidade onde atuam os criminosos, correndo riscos. Ele e a família".


E mais: "a Polícia precisa ser repensada, precisa de tecnologia e um plano para combater o crime especializado". "A ideia é discutir e pensar como podemos melhorar esse quadro - aumentar o efetivo, melhorar a estrutura, mais viatura, mais armamento".
Veja a íntegra do documento de abertura do inquérito civil contra o comando da PM, uma vez que o coronel Benigno ignorou o ofício com as perguntas sobre as condições em que trabalham os militares nas ruas da Grande Belém:



2 comentários:

  1. Apesar do promotor Armando Brasil ser competentíssimo, infelizmente com o atual Procurador geral do Estado que foi indicado pelo governador corrupto e cassado Jateve,essa investigação e depois a acao civil não prosperar.Pois esse procurador afastou o promotor Medrado do caso betocard, aliás a imprensa paraense não divulgou isso talvez por que estejam conrronpidos pelos políticos tucaTucan do Pará!

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  2. Parabéns ao promotor armando brasil. Esse sim me representa. Já o procurador Gilberto Martins e totalmente omisso na questão da segurança publica pois so faz o que o Jatene ordena

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