VER-O-FATO: AO PEDIR A TEMER INTERVENÇÃO MILITAR NA SEGURANÇA DO PARÁ, DEPUTADOS AFIRMAM QUE ESTADO "É REFÉM DE CRIMES" E TERRA "SEM LEI"

quarta-feira, 11 de abril de 2018

AO PEDIR A TEMER INTERVENÇÃO MILITAR NA SEGURANÇA DO PARÁ, DEPUTADOS AFIRMAM QUE ESTADO "É REFÉM DE CRIMES" E TERRA "SEM LEI"


Os deputados federais Elcione Barbalho e Eder Mauro pediram hoje ao presidente da República, Michel Temer, intervenção federal na segurança pública do Pará, alegando que a onda crescente de violência, que inclui matanças, chacinas e motins em presídios revelam que o Estado perdeu o controle sobre a criminalidade. Eles querem que o Exército e a Força Nacional de Segurança comandem o processo de intervenção.

No documento, ao qual o Ver-o-Fato teve acesso, eles afirmam existir no Estado um "cenário de terror e descaso que todos os paraenses já conhecem e são obrigados a conviver nos últimos anos por causa da incapacidade de gestão do atual governo estadual". Isso, segundo observam, foi traduzido por uma pesquisa internacional divulgada recentemente que classificou Belém como a décima cidade mais violenta do mundo.

"Esse mesmo estudo mostra ainda como a situação de violência disparou em nossa capital. Até 2016, Belém ocupava a 23ª posição, mas agora já está entre as dez cidades mais violentas do planeta. Além disso, o risco de morte também afeta quem trabalha para preservar a segurança. Até o dia 8 de abril, o Pará já tinha registrado mais da metade do total de policiais militares mortos em todo o ano de 2017", observa o documento de pedido de intervenção na Segup.

No total, são 4.416 mortes violentas em 2017, o que dá a média de 12 mortes diárias, uma cada duas horas. Essas mortes violentas correspondem a 52,8% dos registros por cada 100 mil habitantes. Além do maior número de mortes, a taxa de 2017 é a maior da história do Pará no quesito violência. 

Em 2017, foram 3.782 homicídios, 215 latrocínios ( assalto seguido de morte), 34 lesões corporais seguidas de morte e 385 mortes por intervenção policial. Do total de homicídios, 1.417 ocorreram na região metropolitana de Belém e 2.365 no interior do estado. Só em Belém foram 855 assassinatos, o que dá a impressionante taxa de 58,9% homicídios por cada 100 mil habitantes. Ano passado, o número de PMs mortos foi 35.

Polícia sucateada, falta de gestão, abandono e descaso, segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Pará (Sindpol) José Pimentel, é o que está ocorrendo no setor. Na Polícia Militar não é diferente: o Pará é o segundo estado onde mais se mata policial militar no Brasil. "Estamos reféns do crime em uma terra sem lei", afirmam Eder Mauro e Elcione Barbalho.

Veja, abaixo, a íntegra do pedido de intervenção na segurança:


 

Um comentário:

  1. Parabéns a esses deputados federais,falta os deputados estaduais,de apoio do medíocre governador pedirem o impeachment do governador cassado e pilantra do jateJa.

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