sábado, 3 de março de 2018

IMPACTO DA LAVA JATO NA ELEIÇÃO DO PARÁ

Dornélio Silva *- mestre em ciência política
 
A Doxa vem fazendo, em todas as suas pesquisas realizadas em 2017 e na primeira de 2018, a seguinte pergunta: “Na hora de votar em algum candidato para qualquer cargo, você votaria em alguém que foi citado na Operação Lava Jato?”. 

Ao longo das quatro pesquisas, descobrimos que há, apenas, pequenas oscilações nos índices das pesquisas. Em maio de 2017, 64,1% dos eleitores paraenses não votariam em candidato envolvido na operação. Em julho, esse índice caiu para 59,7%, passando para 64,5% na pesquisa de novembro de 2017. Na última pesquisa manteve-se, praticamente, o mesmo percentual, 64,2%.


Fonte: DOXA/Pesquisa de campo

Pelos dados apresentados, percebe-se que há uma forte tendência na cabeça do eleitor em rejeitar político que esteja envolvido em escândalos de corrupção, ou que, por algum motivo, tenha sido pelo menos citado em delações ou, ainda, que esteja envolvido em ações judiciais. Além desses dados da série histórica, a pesquisa mostra que mais de 90% dos eleitores não se sentem representados pelos políticos que estão no poder, hoje.

O presidente Michel Temer (MDB), falando aos deputados de sua base de governo, em certo momento, disse: “Há um problema sério no país, vocês sabem disso, as questões as mais variadas, que muitas vezes visam, digamos assim, desprestigiar a classe política, e nós todos precisamos resistir”.

Temer estava se referindo à Lava Jato, afinal de contas foram oito ministros de seu governo que foram citados na operação. E acrescenta, em seu discurso: “Nós temos que nos vitalizar e dar uma resposta muito adequada para o momento que vivemos”.

As pesquisas qualitativas mostram que os políticos são vistos como acomodados, mentirosos, falsos, péssimos, mascarados, sem reputação, só pensam em seus bolsos. Então, nesse campo enlameado, só podemos dizer que em 2018 os menos rejeitados e que não foram citados na Operação Lava Jato ou que não estejam envolvidos em problemas judiciais e se apresentem como fichas limpas, terão mais possibilidades de sucesso nas eleições 2018.

(*) Dornélio Silva é mestre em Ciência Política e diretor do Instituto Doxa Pesquisa.

5 comentários:

  1. EU,concordo em gênero,numero e grau,que esses políticos corruptos,não irão voltar para serem novamente parlamentares,principalmente esses cassados , envolvidos com sujeiras e principalmente que são contra concurso público e que gostam de PSS e DASs,com certeza vão ficar fora para sempre são marcados pelo Povo

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  2. quem votar em candidato do PSDB e PMDB,poque gosta de sofrer

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  3. Não acredito porque essas figuras sempre sao alvos de escândalos e no entanto, ocupam cargos majoritários na política do Estado. Nosso povo se locupleta das migalhas que sobram.

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  4. Gostaria que o nobre mestre em ciência política fosse mais assertivo na sua análise e dissesse que o político paraense envolvido na Lava Jato é o sacripanta do Helder Barbalho, mestre em pedir e receber propinas como relatado nas delações de corruptores.

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  5. Infelizmente o povo do Pará não sabe votar. Reelegeu Zenágua e Jateve. Duas porcarias corruptas.

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