VER-O-FATO: EM NOTA, AGROPALMA COMENTA OPERAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL E NEGA ACUSAÇOES DE GRILAGEM DE TERRAS

quarta-feira, 14 de março de 2018

EM NOTA, AGROPALMA COMENTA OPERAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL E NEGA ACUSAÇOES DE GRILAGEM DE TERRAS


A operação da Polícia Federal que prendeu na sexta-feira passada um diretor da Agropalma, uma cartorária e o filho dela, e que tinha mandado de prisão contra um agrimensor - que ontem se apresentou, mas ficou preso, enquanto os outros presos temporários por ordem do juiz federal Antonio Carlos Campelo já estão soltos - motivou uma nota em que a empresa se defende das acusações de grilagem de mais de 100 mil hectares de terras.
Nessa nota, a Agropalma diz que gera milhares de empregos no Pará e que foi "surpreendida" pela operação da PF. Salienta que a família Tabaranã, que a acusa de invadir e grilar suas terras "não tem legitimidade" para requer quaisquer áreas da empresa", embora tenha tentado obter "indenização milionária". Também se diz vítima de "notícias desproporcionais e opinativas".
Veja a nota da empresa, na íntegra:
"NOTA OFICIAL AGROPALMA

 Belém, 13 de março de 2018

Tendo em vista as notícias recentemente veiculadas na imprensa paraense, relativas a investigação atualmente em curso na Polícia Federal, a respeito de supostas irregularidades praticadas por representantes da AGROPALMA S.A. na aquisição e regularização de terras no estado, a AGROPALMA S.A. vem a público prestar os seguintes esclarecimentos:

1. A AGROPALMA S.A. está estabelecida no Estado do Pará há 35 anos gerando mais de 5 mil empregos diretos e 15 mil indiretos, injetando valores superiores a oito bilhões de reais nos últimos 10 anos na economia regional e estando entre os maiores arrecadadores tributários do Estado.

2. No exercício de sua atividade econômica, a AGROPALMA S.A.a  sempre se pautou pela legalidade e sustentabilidade. É fiscalizada constantemente pelos órgãos competentes, sendo detentora de todas a licenças e autorizações para o seu regular funcionamento.

3. Em 09 de março do corrente, a AGROPALMA S.A. foi surpreendida por uma operação da Polícia Federal decorrente de um inquérito que se arrasta há mais de 2 anos no qual nenhum representante da empresa jamais foi chamado a prestar qualquer esclarecimento.

4. Esse inquérito investiga suposta falsificação de documentos públicos em aquisição de terras no Estado do Pará. Esses mesmos fatos são objeto de uma ação penal que tramita na comarca do Acará, na qual o Tribunal de Justiça do Estado do Pará, em 2015, excluiu qualquer responsabilidade criminal dos representantes da AGROPALMA S.A.

5. A investigação é resultado de denúncias patrocinadas por José Maria Tabaranã da Costa e sua esposa, Aida Raimunda da Silva Maia, cuja reivindicação se deu mais de oito anos após a alegada data de invasão de suas terras pela AGROPALMA S.A. Importante destacar que o casal supracitado procurou a empresa exigindo pagamento de valores milionários em troca de tranquilidade. Após a constatação da absoluta falta de legitimidade do casal, a empresa passou a ser alvo de ameaças e denúncias em todas as esferas imagináveis, no Brasil e no exterior, em atitude típica de extorsão.

6. A falta de legitimidade deste casal para requerer quaisquer áreas da AGROPALMA S.A. já foi reconhecida pela Justiça, em sentença, de 2015, na ação por ele mesmo proposta na Comarca do Acará, bem como pelo ITERPA, em manifestação dirigida ao Tribunal de Justiça do Estado no segundo semestre de 2017. Este casal está sendo acionado judicialmente pela empresa por danos morais, com base nesta verdadeira campanha difamatória por ele empreendida.

7. Como prova de sua boa-fé e idoneidade, a AGROPALMA S.A. iniciou e tem dado andamento célere a processos de regularização fundiária nos órgãos estaduais competentes, para eliminar eventuais dúvidas a respeito de seus imóveis.

8. A AGROPALMA S.A. tem como política resolver seus conflitos nas esferas competentes, o que vinha ocorrendo até o presente momento neste caso. Lamentavelmente, as notícias desproporcionais e opinativas recentemente veiculadas obrigam a empresa a manifestar publicamente sua indignação por todo o ocorrido. 
Acusações de “grilagem” de terras por parte da AGROPALMA S.A. ferem o bom senso e a razoabilidade, e ofendem a honra de milhares de colaboradores diretos e indiretos desta empresa que, há 35 anos, contribuem incansavelmente com o desenvolvimento do Pará. A Diretoria."

5 comentários:

  1. Nobre Jornalista, esta empresa afirma que está investindo no Estado do Pará há 35 anos e que a acusação de grilagem de terras é descabida, pois a empresa atua de forma legal. Fácil extrair um grotesca contradição, afinal no ítem 7 afirma que tramitam processos de regularização fundiária. Quem está está se regularizando está IRREGULAR. O pior é dizer que a PF, MPE e Justiça Federal estão errados após 2 anos de investigação. Esta empresa deveria vir a público provar que seus documentos são todos regulares.

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  2. Caríssimo anônimo, você deveria estudar um pouco antes de escrever bobagem sobre o que não sabe. De preferência sobre o conceito de regularização fundiária. Ademais, a própria Justiça Federal havia trancado o inquérito, Não? E já colocou em liberdade os presos pela PF.

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    1. Jornalista, parabéns por dar espaço para os dois lados. Observo que nem o Diário do Pará publicou, na íntegra, a nota como você fez, e olha que a empresa patrocina o anuário do Diário e o estrela azul.
      Isso demonstra sua imparcialidade, sempre buscando a VERDADE e abrindo espaço para que todos se manifestem.
      Nos poucos comentários consigo observar que a empresa escalou funcionários para virem aqui denegrir sua imagem.
      Não se curve a pessoas que estão querendo calar o nobre jornalista...no mínimo essas pessoas estão, de alguma forma, envolvidas nas fraudes que a empresa está sendo acusada.

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  3. Pois é caro Jornalista: escrever ouvindo apenas o advogado de uma das partes e ser inocente útil na chantagem dos Maiorana não lhes acrescenta nada e ainda lhe retira é credibilidade. Graças a Deus, o Pará é muito melhor com por ter empresas como a Agropalma .

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  4. Não deu para entender o confuso raciocínio do anônimo das 14:54, aos misturar alhos com bugalhos e ainda mencionar os Maiorana. E mais, se o anônimo acha que o Pará está muito melhor, como diz, com empresas como a Agropalma- e certamente a Hydro, do mesmo naipe - então deve estar muito bem de vida, recebendo as suas verdinhas por bons serviços prestados.

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