VER-O-FATO: ANUÁRIO DO SIMINERAL OMITE CONTAMINAÇÕES: E HAJA BAJULAÇÃO

sexta-feira, 16 de março de 2018

ANUÁRIO DO SIMINERAL OMITE CONTAMINAÇÕES: E HAJA BAJULAÇÃO

A foto do "Diário" diz tudo e dispensa qualquer apresentação
Parece que o puxasaquismo, temperado com alienação sobre a realidade mineral paraense, fazem parte do mundo cor de rosa do Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral). Isto ficou mais uma vez claro, ontem, no Espaço São José Liberto, durante o lançamento do 7º Anuário Mineral do Pará 2018.

O tal Anuário nada diz sobre as contaminações das águas de rios, igarapés e poços artesianos por rejeitos minerais das bacias de bauxita da norueguesa  Hydro Alunorte, que estão matando populações pobres de Barcarena. Nem sobre os crimes ambientais praticados pela Imerys Rio Capim, no mesmo município. Pra quê falar de coisas que só geram culpa, não é isso?

Nada, absolutamente nada, também aparece no anuário, sobre a contaminação dos rios da Floresta Nacional de Carajás pela Vale, em Parauapebas e região. O mesmo se pode dizer do envenenamento das águas do Rio Cateté, dos índios Xicrin, em Ourilândia do Norte, onde a Vale mantém seu projeto de extração de níquel Onça Puma, parcialmente interditado pela Justiça Federal

Indiferente a tudo isso, o presidente do Simineral, José Fernandes Gomes Junior, que também é alto funcionário da Vale, preferiu jogar loas e confetes sobre o ministro Helder Barbalho, diante do irmão deste, Jader Filho. Os irmãos Barbalho, para coroar a festa, ainda posaram para fotos com o homenageador.

E quem estava ao lado do "cap" do Simineral e dos sorridentes irmãos? O  presidente da Federação das Indústrias do Pará, Conrado Santos - aquele mesmo que despachou ano passado uma indignada carta ao presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia, defendendo a extinção pura e simples da Justiça do Trabalho.

Essa turma, junta - e unida por insondáveis conveniências -, é da pesada. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário