VER-O-FATO: A LAMA DE SANGUE DA HYDRO E A CORAGEM QUE FALTA PARA DENUNCIAR OS CRIMES CONTRA O POVO DE BARCARENA

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

A LAMA DE SANGUE DA HYDRO E A CORAGEM QUE FALTA PARA DENUNCIAR OS CRIMES CONTRA O POVO DE BARCARENA


Bastou o Ver-o-Fato mostrar mais uma vez a gravíssima situação ambiental e social das comunidades de Barcarena vizinhas  Norks Hydro, para que os jornais "O Liberal" e "Diário do Pará", em suas edições desta segunda-feira, 19, seguissem as pegadas das matérias aqui postadas, relatando em suas páginas o que está ocorrendo na região.

Contudo, se os dois jornais fossem mais a fundo na questão, como o Ver-o-Fato tem ido - embora esbarrando na omissão da empresa norueguesa, que tudo faz para esconder a verdade dos fatos e não responde aos nossos questionamentos - teriam de bater de frente com a Hydro e perderiam caríssimos espaços de publicidade, onde a mentira  é vendida sob exaltação.

Por exemplo, por que não mostram o comprometimento da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), que nada vê, nada apura e nada notifica sobre as trapalhadas empresariais da empresa norueguesa, cumprindo seu papel de defender os interesses do Para e não de colocar-se na vergonhosa e subserviente posição de advogada da Hydro, defendendo mais a empresa do que os próprios advogados por ela pagos?

Do mesmo modo, por que não denunciam a canalhice do Instituto de Terras do Para (Iterpa), que não titula as terras das mais de 60 comunidades pressionadas e ameaçadas diariamente pela Hydro, embora tal órgão já tenha sido notificado a prestar informações a este respeito pela Justiça, em processo que tramita na Vara Agraria de Castanhal?

Essa pergunta é fácil de responder: o Iterpa não dá os títulos de terra aos moradores porque pretende expulsá-los da área e entregar tudo para a Hydro ampliar seus domínios e suas bacias de rejeitos químicos.

Imobilismo

Pau que bate em chico também bate em francisco. E aqui não custa nada dizer e cobrar: o que fazem o Ministério Público de Barcarena (MPPA) e o próprio Ministério Público Federal (MPF), que até hoje eximem-se de uma atuaçao mais afirmativa diante dos crimes ambientais e sociais praticados pela Hydro.

Fiscal da lei e da sociedade, como o próprio nome diz, é para defender a lei e a sociedade, principalmente a parte dessa sociedade mais fraca e vulnerável ao poder de grandes oligopólios transnacionais, como a Norks Hydro, que em nome do "progresso" e "desenvolvimento" praticam atrocidades contra populações inteiras.

A Justiça quer ser provocada, mas parece que os TACs da vida - que adiam o inadiável, para manter o status quo opressor dos donos de euros e dólares sobre comunidades fragilizadas - falam mais alto.

Que lástima !

Um comentário:

  1. Boa a oportunidade do ver-o-fato de nos trazer à luz dessas preciosas informações. Moro em Paragominas, a Hydro retira bauxita daqui da região e manda pra Barcarena, e aqui é possível perceber um certo investimento por parte da Prefeitura do Município na melhoria da cidade.

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