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Linha de Tiro - 19/04/2018

sábado, 10 de fevereiro de 2018

2.200 DEMITIDOS DA BIG BEN NO PARÁ PROTESTAM NA PORTA DA JUSTIÇA DO TRABALHO

Sob chuva, os demitidos protestam contra rescisão e salários atrasados

É um drama social, mal começou 2018, encarar o desemprego, demitido de uma hora para outra. Pior ainda: com salários atrasados. Foi assim que, debaixo de chuva e muita apreensão, centenas de trabalhadores da rede de farmácias Big Ben protestaram ontem em frente ao prédio da Justiça do Trabalho, na Praça Brasil, em Belém.

Ao todo, 2.200 foram demitidos no Pará, sendo 200 deles farmacêuticos. O contrato desses trabalhadores foi rescindido em massa na semana passada, com o fechamento de trinta lojas. Em audiência, advogados dos demitidos cobraram o pagamento dos salários, além das indenizações pela rescisão dos contratos.

Apesar da discordância de parte dos ex-funcionários, um acordo parcial foi homologado durante audiência no TRT da 8ª Região, entre representantes da rede de farmácias Big Ben, administrada pela Brasil Pharma, e de ex-funcionários, demitidos após decreto de recuperação judicial. 

A empresa propôs um acordo extra judicial para diminuir 30% das multas rescisórias, valor que deve ser liberado por instituição financeira de empréstimo se caso houver adesão de 70% dos demitidos. 

O Tribunal Regional do Trabalho informou que o acordo determina a liberação do FGTS depositado, baixa na carteira de trabalho - CTPS e entrega das guias do seguro desemprego para os trabalhadores. Caso o acordo seja efetivado, a empresa deve iniciar o pagamento a partir de 14 de fevereiro, no prazo de 120 dias para cumprimento.

Recuperação

A Brasil Pharma, administradora da rede Big Ben, é um dos maiores grupos de varejo farmacêutico do país. O grupo ajuizou pedido de recuperação judicial depois de não conseguir resolver seus problemas financeiros extrajudicialmente, segundo informações divulgadas no dia 10 de janeiro. 

A Big Ben era a maior rede do grupo, que chegou a ter 174 lojas. O pedido de recuperação foi apresentado na cidade de São Paulo e o valor da causa foi estabelecido em R$ 1,2 bilhão. A empresa afirma no pedido ter 15 mil credores. Fonte: do Ver-o-Fato, com informações do G1 Pará.

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