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Linha de Tiro - 19/04/2018

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

SALDO DE GUERRA CIVIL NA REGIÃO DE BELÉM: 855 HOMICÍDIOS EM 2017, O RETRATO DO FRACASSO DA SEGURANÇA PÚBLICA

Em 2017, 855 pessoas foram mortas na região metropolitana de Belém. A Secretaria Estadual de Segurança Pública (Segup) afirma que observa o aumento no número de homicídios no Pará e que tem feito esforços para combater essse tipo de crime. Só no último final de semana, 14 pessoas foram assassinadas na grande Belém.

Segundo o levantamento da Secretaria, quase sempre o perfil das vítimas é o mesmo. A maioria é homem, com idade entre 16 e 33 anos, negra e vive em áreas periféricas. Outro dado relevante pela semelhança é o modo de operação dos executores. Geralmente são homens encapuzados em carros de cores branca, preta e prata ou em motos. 

Para o especialista em segurança, Aiala Colares, a situação em Belém é preocupante.“Mais ou menos em sete a oito anos consecutivos Belém vem apresentando cada vez mais casos. E que hoje coloca a cidade em uma condição extremamente preocupante”, diz. 

De acordo com a Secretaria, é preciso manter o curso das investigações. "A gente tem que investigar cada vez mais. A especialização da investigação através da Divisão de Homicídios tem essa tônica. Tentar desvendar a autoria desses delitos, a gente poder atribuir a quem está praticando o crime”, comenta Rogério Luz Moraes, secretário adjunto de inteligência e análise criminal. 

No primeiro sábado (6) do ano foram sete homicídios em quatro horas. Um no Parque Verde; um no Guamá; um no Distrito Industrial, em Anananideua; dois em São Brás; um no Aurá e outro no Tenoné, em Icoaraci. No domingo (7), mais sete pessoas foram assassinadas em um intervalo de sete horas. Uma vítima na Pedreira; outra no Marco; uma na Terra Firme; um caso foi registrado no Benguí; um no Guamá; um na Pedreirinha, em Marituba e outro no Tapanã. De acordo com a Polícia, não há relação entre os crimes. 

Leonardo Pereira da Silva de 19 anos foi morto próximo da própria casa. Ele era lavador de carros e estava trabalhando quando foi morto. “Do nada apareceram dois homens de capacete numa moto. O garupa tava armado e deu um tiro na cabeça dele. Ele ainda gritou. Ele deu outro tiro. Ele caiu no chão”, conta uma testemunha, que preferiu não se identificar. 

Leonardo foi uma das 14 vítimas de um final de semana da região metropolitana de Belém. A ativista Iranilde Russo, que já perdeu um filho pra violência, faz o que pode para amparar famílias que já passaram pela mesma dor que ela por meio do Movimento pela Vida e pela Paz (Movida).

“Hoje as famílias pelo menos podem contar com um movimento que vai facilitar a chegada delas na Justiça e o caso não ficar no esquecimento", afirma. Fonte: G1 Pará.


2 comentários:

  1. Mesmo diante da total incompetência da gestão, o atual Delegado Geral, disse que é candidato a deputado. Vale me nossa senhora.

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  2. quem tem olhos ver, que a falte de estrutura para policia. e falta de planeamento da policia, neste momento esta correndo uma operação prevenção nos bairro da região metropolitana . mas tímida e sem ação. que não vai dar em nada e ficamos a mercê dessa melicia paralela que nos ira trazer integração da paz matando entre sim.

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