VER-O-FATO: TRE JULGA HELDER BARBALHO, QUE PODE FICAR INELEGÍVEL EM 2018; NOS BASTIDORES, A CORRIDA É PARA CONTROLAR VOTAÇÃO

terça-feira, 14 de novembro de 2017

TRE JULGA HELDER BARBALHO, QUE PODE FICAR INELEGÍVEL EM 2018; NOS BASTIDORES, A CORRIDA É PARA CONTROLAR VOTAÇÃO

Helder e Maia, em 2014: na quinta, o peemedebista será julgado

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) pautou para esta quinta-feira,16, o julgamento da ação de investigação judiciária eleitoral proposta pela procuradora eleitoral Maria Clara Barros Noleto contra Helder Barbalho, que na eleição de 2014, tendo como vice na chapa o ex-deputado Lira Maia, concorreu ao governo do Estado contra o então candidato, o governador Simão Jatene, que acabou reeleito.



Helder Barbalho foi denunciado por " abuso do poder econômico e dos meios de comunicação", por utilizar os veículos de comunicação do Grupo RBA - composto pela televisão e rádios da família Barbalho, para "veiculação de propaganda político-eleitoral, disfarçada de matéria jornalística, extrapolando o direito de informação sobre os fatos atinentes à campanha, em nítido benefício” de ambos - ele, e Lira Maia.

Caso a ação seja aceita pela maioria dos seis juízes do TRE, Helder, hoje ministro da Integração Regional do governo de Michel Temer, será declarado inelegível por oito anos, o que significaria que sua candidatura ao governo do Estado - pelo qual já está em febril campanha fora de época - estará inviabilizada.

Na ação, figuram como réus, além de Helder e Maia, o irmão do ministro, Jader Filho, e o diretor do grupo, Camilo Centeno. A defesa alega que eles não praticaram nenhum crime e que seus veículos apenas divulgaram notícias e críticas da população ao governo de Jatene, utilizando os meios que lhes facultam a liberdade de imprensa. Também dizem que Helder, embora herdeiro do imperio de comunicação, nunca interferiu para que as informações divulgadas pelo grupo favorecessem sua candidatura ao governo.

Esses argumentos são rebatidos pela procuradora Maria Clara Noleto, sobretudo quanto à alegação de que os eventuais abusos praticados pelo grupo RBA não teriam influenciado no resultado do pleito, já que Jatene se reelegeu para o governo beneficiando-se dos mesmos métodos de propaganda, usados pelo jornal O Liberal e pela Rádio Marajoara.

Jatene, como se sabe, teve o mandado cassado e seu recurso aguarda decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo a promotora, Barbalho e Maia venceram a eleição de 2014 no primeiro turno, "graças à influência do grupo de comunicação dos Barbalhos e que, independentemente do resultado da votação, o abuso se caracterizou e constituiu crime, a ser punido". Helder pediu que eventual pena fosse convertida em multa, mas a procuradora o rejeitou, preferindo levar o processo a julgamento com o pedido de sua inelegibilidade para os próximos 8 anos.


VEJA AQUI A ÍNTEGRA DA AÇÃO ELEITORAL CONTRA HELDER BARBALHO

 
Um fonte do TRE disse ao Ver-o-Fato que os Barbalhos estão numa grande articulação para controlar a votação do Pleno do Tibunal, visando matar a ação no nascedouro. O juiz Alexandre Buchacra, por exemplo, que em 2014 apareceu em fotos ao lado de Helder, durante a campanha do peemmedebista, embora tenha sido considerado suspeito pelo TSE, deve participar da votação na quinta-feira.

Há também quem levante suspeita sobre o voto do juiz Altemar Paes por ser ele concunhado do deputado Chicão, do PMDB. "O Helder e o Chicão estiveram com o juiz no último final de semana, no Rio de Janeiro", garante a fonte. Ainda de acordo com a fonte, a juíza Luzimara Costa Moura Carvalho teria trabalhado como secretária de Lira Maia. Com isto, Helder teria 3 votos a seu favor, mas isso não lhe garante a vitória.

Os bastidores do TRE fervem. E o Ver--Fato continuará de olho nessa movimentação até quinta-feira. O boi já voa. 





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