segunda-feira, 6 de novembro de 2017

PROMOTOR APURA CASO DE TORTURA QUE ENVOLVE POLICIAL MILITAR DE AFUÁ



A promotoria de Afuá, no arquipélago do Marajó, diante do ocorrido na última quinta-feira (2), naquele município, onde foi compartilhado em redes sociais um vídeo  - veja acima - que retrata um acusado sendo agredido a socos e chutes por um policial militar, o Ministério Público do Pará (MPPA), por meio do promotor de Justiça de Afuá, Márcio de Almeida Farias, requisitou a abertura de inquérito policial pela delegacia do município, para investigar o suposto crime de tortura praticado pelo policial, bem como solicitou à Corregedoria-Geral da polícia militar que apure as informações do caso, que foi amplamente divulgado pela imprensa.

O vídeo em questão retrata um homem acusado de roubo, supostamente agredido e torturado por um integrante da polícia militar. O PM já foi identificado como Sargento Aragão, lotado no município de Afuá. Ele já foi afastado de suas funções e substituído por outros dois militares, segundo informa o MP.

 "A Promotoria de Justiça da comarca de Afuá não vai admitir esse tipo de comportamento por parte dos policiais lotados no município. O Ministério Público vai exigir que os policiais cumpram a lei e isso inclui o respeito aos direitos humanos. Atos de tortura a presos não serão tolerados. A lei tem que ser cumprida e vale para todos", frisou o promotor de Justiça Márcio Farias.

E destacou: "sabemos dos problemas enfrentados pela segurança pública em Afuá, tanto é que ingressamos com um Ação Civil Pública para aumentar o efetivo policial na cidade e dar melhores condições de trabalho aos policiais, porém não podemos admitir violência por parte da polícia". "O Ministério Público vai aguardar a conclusão do inquérito policial e a apuração da Corregedoria da PM para tomar as medidas judiciais cabíveis em face do policial em questão", concluiu Márcio Farias.

O acusado foi identificado como Carlos Humberto da Silva Alves Filho, fugitivo de uma cadeia de Macapá no Amapá, segue à disposição da Justiça. Em nota, a Polícia Militar afirmou que não concorda com qualquer tipo de atitude ilegal por seus integrantes.
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário