INSCREVA-SE EM NOSSO CANAL

Linha de Tiro - 19/04/2018

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

TCE NOMEIA DEZ APROVADOS EM CONCURSO, MAS APADRINHA COMISSIONADOS PARA AGRADAR CONSELHEIROS



 

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) usou o Diário Oficial de hoje para dar uma aula de apadrinhamento, deixando de explicar quais os critérios técnicos que utiliza para contratar comissionados e temporários. Nesta edição do Diário Oficial, o Tribunal convoca apenas 10 dos quase 80 aprovados no concurso público de 2016 para a área de controle externo que ainda aguardam nomeação.


Ao mesmo tempo em que publica os nomes dos convocados, o TCE anuncia a exoneração do sr. José Teófilo de Almeida Gomes, ex-candidato a deputado derrotado e que era lotado no gabinete do conselheiro André Dias, para botar no lugar dele a irmã do dito cujo, Suely de Almeida Gomes, também para trabalhar para o citado conselheiro.

De fato, tal nomeação de comissionado não constitui nepotismo, até porque as duas pessoas, aparentemente, não são parentes de nenhum conselheiro do TCE. Isto, porém, evidencia aquilo que a Comissão do Concurso, o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério Público do Estado ( MPE) vêm reiteradamente dizendo: o Tribunal não se utiliza de critérios técnicos para contratar seus comissionados, cedidos e temporários, mas tão somente o critério da politicagem e troca de favores.

A desfaçatez desses gestores é tão escancarada que eles se permitem a ousadia de promover comissionados e temporários para demonstrar que o TCE não é, nem nunca foi, um órgão público, pago pelo povo, mas uma casa movida por interesses pessoais. Aliás, cumpre frisar que os comissionados "sortudos" nomeados recebem em torno de R$ 25 mil por mês.

Segundo a Comissão do Concurso, o valor pago pelos cofres públicos, apenas para um desses apaniguados, daria para custear pelo menos 3 auditores de controle externo, sendo que, só na relação de servidores mais recente, são 34 comissionados, que recebem essa mesma remuneração. "Então, fica a indagação: até quando o TCE insistirá na falácia de que não há dinheiro pra nomear todos os aprovados?".

Para a Comissão, a Justiça precisa tomar uma atitude mais rígida e "repelir esses atos absurdos emanados pelo TCE", fazendo justiça primeiramente com a sociedade, que "banca todo esse cabide de empregos, e depois com os aprovados, que já não aguentam mais tanta enrolação".

10 comentários:

  1. Será que esses comissionados recebem mesmo 25 mil? Os assessores de gabinete parecem ser engajados politicamente, doando do seu próprio bolso.

    Não acreditam?

    Vão ver quanto o Sr. Alan Gomes do Carmo, assessor do Conselheiro André Dias, doou na campanha de 2014 - 20 mil reais.

    http://www.doadoresdecampanha.com.br/donatarios/?doador=255234&ano=2014

    E a Sra. Claudia Rhossard Guimaraes, assessora do mesmo gabinete? 22 mil reais.

    http://www.doadoresdecampanha.com.br/donatarios/?doador=305466&ano=2014

    ResponderExcluir
  2. Lastimável um órgão que fiscaliza os atos da administração ser o propulsor de tanta bandidagem e safadeza com o dinheiro público. Pobre Pará!!!!

    ResponderExcluir
  3. Muito escárnio. Nomeação de mais um comissionado RODRIGO LOPES ROCHA, para exercer o cargo em
    comissão de Assessor de Fiscalização NS-01, a partir de 02-10-17.

    E ontem solicitação de aumento de vale alimentação de 1.200 para 1.500. Eita que os apadrinhados estão comendo caviar todo dia!!!!!

    ResponderExcluir
  4. Interessante. As doações foram para o PTC, cujo presidente regional é o sr. José Teófilo de Almeida Gomes (http://www.ptc36nacional.com.br/para-diretorio-regional-ptc/) e pelo qual o filho do Conselheiro é vereador (https://eleicoesepolitica.net/vereador2016/vereador/PA/04278/36000).

    Deve ser coincidência, senão poderia ser o caso de abuso de poder econômico.

    ResponderExcluir
  5. Esse Tribunal das Sinecuras merece um estudo patológico mais aprimorado.Já perdeu há muito tempo seu sentido ÈTICO de existir.

    ResponderExcluir
  6. Este Tribunal enaltece o crime, e a ética é menosprezada. Fazer concurso p encher o bolso de quem já que não chamam os aprovados? Lugar de dirigentes corruptos e degradação do dinheiro público.

    ResponderExcluir
  7. Desculpe divergir, caro jornalista, mas a nomeação de uma irmã no lugar do outro é NEPOTISMO.

    O próprio conceito do termo deve ser resgatado para dirimir quaisquer dúvidas: "favoritismo para com parentes, especialmente pelo poder público".

    Não alcança só parentes da autoridade nomeante, pois a própria Súmula Vinculante nº 13 dispõe "ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento".

    O servidor teve seu vínculo comissionado extinto concomitantemente ao surgimento de sua irmã. Torna-se flagrante que a escolha se deu em razões de caráter PESSOAL, e não técnico. Fisiologismo descarado. Um verdadeiro feudo.

    O CNJ constantemente relaciona novas hipóteses de nepotismo e já tratou de casos semelhantes a esse (auxiliar de juiz que tentou trazer seu irmão para o gabinete, por exemplo, e foi vedado).

    No entanto, o que esperar de um órgão em que MARIDO E MULHER trabalham juntos, ocupando cargos comissionados e um exercendo chefia direta do outro?

    ResponderExcluir
  8. Ao invés de devolver os ceII - CEDER, a contar de 02.10.2017,

    a servidora PATRÍCIA JORDY FIGUEIREDO DE CAMPOS RIBEIRO,

    matrícula nº 715042-1, ocupante do cargo de Auxiliar Técnico, código GEP-ANMAT-815.1, classe “A”,

    ao Tribunal de Contas do Estado do Pará - TCE,

    pelo prazo de até 01 (um) ano, podendo ser prorrogado, com ônus para o Órgão cedente, observando o reembolso pelo Órgão cessionário, da remuneração do servidor, acrescido dos valores dos encargos sociais, nos termos do art. 5º, § 1º e 2º, do Decreto nº 648/2013, de 17.01.2013.

    DÊ-SE CIÊNCIA, PUBLIQUE-SE E CUMPRA-SE.
    Secretaria de Estado de Cultura, em 28 setembro de 2017.
    PAULO ROBERTO CHAVES FERNANDES
    Secretário de Estado de Cultura/SECULTdidos, estão trazendo mais.

    E furou fila:

    CARGO 24 - DIREITO
    Patricia Jordy Figueiredo de Campos Ribeiro, 22.18, 118º posição

    ResponderExcluir
  9. Jornalista, verifique no doe de hoje que o cidadão que saiu para colocar a irmã voltou hoje ao cargo retirando a irmã, a qual ficou segurando o cargo enquanto passava uma chuva. É impressionante como os cargos do tce são bens privados repassados e vendidos sem vergonha e moralidade. Equanto isso os aprovados esperam.

    ResponderExcluir
  10. Ó céus! Quem poderá nos defender?!

    ResponderExcluir