sexta-feira, 20 de outubro de 2017

PROMOTOR MILITAR COBRA EXPLICAÇÕES SOBRE MORTE EM "FOGO AMIGO" DE SARGENTO E BALEAMENTO DE SOLDADO DA PM

Magalhães, a vítima fatal do "fogo amigo"
O promotor militar Armando Brasil vai cobrar explicações da corregedoria-geral da Polícia Militar sobre os fatos que redundaram na morte do sargento Antonio Carlos Magalhães (em foto ao lado, divulgada no Facebook pelo sargento e vereador, Silvano) e baleamento do soldado Dorimário Borges, na semana passada, durante perseguição a bandidos que assaltaram um banco no município de Curuçá, mas antes da ação metralharam a frente do quartel da PM naquela cidade, para amedrontar os militares e inibir perseguição. 

Brasil tomou conhecimento da denúncia feita ontem com exclusividade, durante a transmissão ao vivo do programa "Linha de Tiro" - reproduzido diretamente aqui no Ver-o-Fato - e informou que irá "requisitar  informações acerca do Inquérito Policial Militar (IPM) já instaurado, bem como as providências adotadas". 

O sargento e o soldado, de acordo com uma fonte militar que estava no teatro de operações em Curuçá, durante a mobilização para prender os bandidos, foram vítimas de "fogo amigo". Magalhães recebeu um tiro de fuzil IA2, calibre 556, cuja bala transfixiou o colete balístico dele, matando-o. Já o soldado, que escapou da morte, também estava na linha do "fogo amigo" e se recupera em um hospital.

Segundo o promotor, ele quer esclarecimentos acerca das circunstâncias dos fatos e o porquê dessa incursão noturna da força militar "sem equipamentos adequados", como informou o blogue.

"Quero saber também quem autorizou essa operação noturna. E faz-se necessário ainda uma reconstituição do fato", disse Brasil ao ser procurado pelo Ver-o-Fato.



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