VER-O-FATO: E HELDER BARBALHO, ENVOLVIDO EM PROPINA E DELATADO NA LAVA JATO, RESISTIRÁ À ELEIÇÃO DE 2018? O ESTADÃO ESQUECEU DELE

domingo, 15 de outubro de 2017

E HELDER BARBALHO, ENVOLVIDO EM PROPINA E DELATADO NA LAVA JATO, RESISTIRÁ À ELEIÇÃO DE 2018? O ESTADÃO ESQUECEU DELE

Helder, com Paulo Rocha e Lira Maia, em 2014. Agora, já em campanha, manterá candidatura?

Matéria deste domingo do Estadão deixou de fora um candidato a governo estadual citado na Lava Jato: é Helder Barbalho, ministro da Integração Nacional do governo Temer. O caso é o seguinte:  A Odebrecht cogitou não dar nada ao então candidato do PMDB ao governo do Pará, Helder Barbalho, depois de ele ter solicitado R$ 30 milhões para a sua campanha em 2014, disse em delação premiada o executivo Mário Amaro da Silveira.

No final das contas, a campanha do peemedebista teria recebido R$ 1,5 milhão via caixa 2. Silveira ocupou o cargo de diretor-superintendente da Odebrecht Ambiental no Estado do Pará, tendo concentrado suas atividades em uma empresa adquirida pela empreiteira, a Saneatins, que na época tinha a concessão do serviço de saneamento de cinco municípios paraenses.

Apelidado de "Cavanhaque", Barbalho é um dos oito ministros do presidente Michel Temer que são alvos de inquéritos instaurados pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base nas delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht.

Barbalho e o senador Paulo Rocha (PT-PA) são investigados em um mesmo inquérito no STF sob a suspeita de participarem de uma esquema criminoso de corrupção e lavagem de dinheiro. O delator contou ter se encontrado em setembro de 2014 com Barbalho e Paulo Rocha no Tryp São Paulo Jesuíno Arruída, no Itaim Bibi, para tratar de contribuições para a campanha.

"O Helder Barbalho comentou que conhecia a atuação da empresa e que ele tinha um grave problema de saneamento no Pará, que seria uma das prioridades dele, e cogitava adotar uma solução privada (em seu eventual governo)", comentou Mário Amaro da Silveira.

Segundo o delator, o peemedebista queria a ajuda da Odebrecht para resolver o problema de saneamento no Pará, caso fosse eleito. "E ao final dessa conversa, eles explicitaram as dificuldades econômicas da campanha e fizeram um pedido de R$ 30 milhões. Eu falei, 'Vou levar isso até a nossa presidência lá por dever de ofício, mas acho que é uma coisa totalmente fora de cogitação", contou Silveira.

Segundo o delator da Odebrecht, o valor pedido foi sendo gradualmente reduzido ao longo da conversa para "pelo menos 20, pelo menos 10, pelo menos R$ 5 milhões". "A gente até cogitou de não dar nada, um cara que pede R$ 30 milhões, né, mas depois, o Fernando (o ex-presidente da Odebrecht Ambiental Fernando Reis) falou assim, 'Vamos oferecer o que a gente tem conta de oferecer", afirmou Amaro.

Segundo Reis, a contribuição para a campanha foi "pedida como caixa 2 e feita como caixa 2". No final das contas, a Odebrecht pagou R$ 1,5 milhão em três parcelas. A expectativa era a de que o pagamento de caixa 2 para Helder Barbalho resultasse numa melhor relação entre as concessões privadas da Odebrecht no Estado e a Companhia Estadual de Saneamento do Pará (Cosanpa), caso o peemedebista vencesse a disputa pelo governo estadual.

"A Cosanpa faz o que pode para perturbar. Existe um corporativismo nas companhias estaduais contra os operadores privados. As companhias estaduais não gostam de perceber que estão perdendo terreno para operadores privados", disse Reis. Helder Barbalho acabou derrotado no segundo turno das eleições pelo tucano Simão Jatene.

Ministro nega


O ministro rejeita a acusação e nega que tenha cometido ilegalidades. Barbalho reafirma que todos os recursos que recebeu como doações para sua campanha em 2014 foram devidamente registradas junto ao TRE-PA, que aprovou todas as suas contas. Afirmou que não tinha e não tem qualquer ingerência sobre a área de saneamento no município de Marabá.

O ministro destacou ainda sua "estranheza" com o codinome "cavanhaque". "Em toda sua trajetória política, Helder Barbalho nunca usou cavanhaque", disse ele em nota. O mesmo fez Paulo Rocha, que repudia qualquer envolvimento na transação, afirmando que suas contas eleitorais foram todas aprovadas pela justiça eleitoral.


A matéria do Estadão

A matéria deste domingo, 15, do Estadão, é esta: iniciada em março de 2014, a Lava Jato já impacta no cenário eleitoral de 2018 em pelo menos 14 das 27 unidades da Federação, aponta levantamento do Estadão/Broadcast. O efeito mais comum tem sido a revisão dos planos eleitorais de líderes políticos. Citados em delações, alvo de inquéritos ou ações, nomes antes cotados para cargos majoritários no Executivo agora traçam planos mais modestos nas disputas do ano que vem. O mandato garante a prerrogativa de foro no Supremo Tribunal Federal.
 
Os políticos envolvidos na Lava Jato negam qualquer irregularidade. A mudança de planos acontece principalmente entre os atuais senadores que desejam renovar seus mandatos em outubro do próximo ano. Um deles é o próprio presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE). 

O peemedebista se movimenta para ser candidato à reeleição em 2018 e não ao governo do Estado, como queria até então. Em 2014, quando ainda tinha mais quatro anos de mandato, ele se candidatou a governador. Acabou em segundo lugar, derrotado pelo petista Camilo Santana. 

Agora, Eunício não só quer disputar o Senado novamente, como negocia com Santana, seu antigo adversário e atual governador, para estar na mesma chapa que o grupo dele no pleito do próximo ano. 

No Amazonas, os dois senadores, Eduardo Braga (PMDB) e Vanessa Graziottin (PC do B), também estão revendo os planos para 2018. “O natural é o Senado”, disse o peemedebista, que inicialmente queria se candidatar a governador. 

Vanessa, por sua vez, disse a aliados que deve tentar uma vaga na Câmara dos Deputados – o mesmo plano dos senadores Gleisi Hoffmann (PR) e Humberto Costa (PE), ambos do PT. Ré na Lava Jato, a presidente nacional da legenda petista desejava inicialmente se eleger governadora do Paraná. 

A operação também dificultou o projeto presidencial de alguns políticos. O caso mais emblemático é o de Aécio Neves (MG), presidente licenciado do PSDB. O tucano queria disputar o Palácio do Planalto em 2018, como em 2014. Após ser alvo da delação da J&F, que levou o Supremo Tribunal Federal (STF) a afastá-lo do mandato e determinar recolhimento domiciliar noturno, Aécio deve disputar a reeleição. Seus aliados não descartam nem mesmo que ele tente uma cadeira de deputado. 

As mudanças de planos e cenários nos Estados contribuem agora para a união de antigos adversários. Além do Ceará, essa aproximação vem acontecendo em Estados como Tocantins e Mato Grosso do Sul. No Tocantins, o atual governador, Marcelo Miranda (PMDB), negocia com o senador Ataídes Oliveira (PSDB), seu adversário político histórico no Estado. O acordo desenhado entre os dois prevê que Miranda dispute o Senado e o tucano, o governo do Estado. 

PRESOS

A Lava Jato também colocou em dúvida ou até inviabilizou candidaturas, como a dos ex-ministros Henrique Eduardo Alves (RN) e Geddel Vieira Lima (BA), ambos do PMDB e presos preventivamente – por tempo indeterminado.
Em Roraima, a Lava Jato tornou incerta a candidatura da prefeita de Boa Vista, Teresa Surita (PMDB), ao governo do Estado. Ela é ex-mulher do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), que é investigado na operação. 

Alvo de 12 inquéritos no Supremo, sendo oito na Lava Jato, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), por exemplo, mudou de lado e foi para oposição ao governo Michel Temer. Em Alagoas, pesquisas internas mostram que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a corrida presidencial em 2018, quando Renan tentará renovar o mandato. Todos os citados já negaram envolvimento em crimes.

5 comentários:

  1. É impressionante a pureza do governador Simão Jatene, nas delacões das empreiteiras envolvidas na Lava Jato. Ele é o único governador que não pegou propina para sua campanha para governador. O dinheiro da Cerpasa, é suficiente para garantir a Vitória dele nas urnas.

    Em tempo: qual o cavanhaque mais bonito, o do Jatene ou o do Hélder?

    Luís Decarlos.

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  2. Impressionante é o blogueiro noticiar a propina que Hélder teria recebido da Odebrecht e se esquece que nessa mesma delação o governador cassado jateve, foi mencionado e o pior o nome dele está escrito a lápis na agenda dos empreteiros, fato que até o enrraviveceu dizendo que sua eleição foi limpa, que ele é honesto, ora bolas. O povo do Pará, vai dar o troco na Tucanalha que desgoverna esse estado há mais de 20 anos, vamos varrer do mapa do Pará esse partido e sua Tucanalha do Pará em 2018!

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  3. Helder pensa que só tem leso no nosso Pará para cair nas mentiras dele e seu pai figura conhecida no mundo pela corrupção. Não passará novamente a Lava Jato não esquecerá do cavanhaque da odebrecht.

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  4. O Pará não vai permitir a Barbalhada afundar o Pará em roubo e corrupção...

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  5. Futuro governador do Pará

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