VER-O-FATO: CÍRIO DE NAZARÉ, MAIS UMA VEZ, ENCANTA E EMOCIONA QUEM É DAQUI OU DO MUNDO

domingo, 8 de outubro de 2017

CÍRIO DE NAZARÉ, MAIS UMA VEZ, ENCANTA E EMOCIONA QUEM É DAQUI OU DO MUNDO

Na foto de Andréa França, do G1 Pará, a imagem é saudada pelos fiéis

Não há uma estimativa oficial para este ano do número de romeiros que acompanham o Círio de Nazaré. Há quem fale em mais de 2 milhões, em menos ou até que não é possível medir a frequência de público, uma vez que há gente dentro e fora, pelas ruas paralelas ao trajeto, também participando da festa.

Não importa. O Círio é algo único a cada ano e encanta, pelo volume de pessoas e pela devoção à Nossa Senhora de Nazaré, qualquer turista que por aqui esteja - este ano fala-se que pelo menos 70 mil pessoas deslocaram-se para cá, oriundas de outros estados brasileiros e até países. 

Um dos muitos pagadores de promessa. Foto de Luis Fernandes, G1
Hoje o Pará é um estado mergulhado na violência e na criminalidade - uma das mais altas do país, como provam as estatísticas oficiais - e muitas famílias que estiveram na procissão foram pedir paz e também justiça, além de pedir forças à santa para suportar o peso da perda de seus entes queridos, cujas vidas foram roubadas pelo tráfico de drogas, milícias e pela criminalidade urbana. Dessa paz, o Pará precisa muito.

A programação começou às 5 horas deste domingo com uma missa na Praça Frei Caetano Brandão, em frente a Catedral Metropolitana, no bairro da Cidade Velha. Por volta das 6h, a romaria começou a percorrer os 3,6 quilômetros de trajeto até a Praça Santuário de Nazaré. A missa foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira. 

Cerca de 150 sacerdotes, além de co-celebrantes, participaram da celebração e a Schola Cantorum cantou durante a missa, como já é tradição. A Imagem saiu da frente da Catedral de Belém, na Praça Frei Caetano Brandão e seguiu pela Praça do Relógio, Avenida Portugal, Boulevard Castilhos França, Avenida Presidente Vargas e Avenida Nazaré até a Praça Santuário. 

Um dos principais símbolos do Círio é a corda. De acordo com a Diretoria da Festa de Nazaré, além do simbolismo, o objetivo da corda é trazer maior fluidez no percurso da procissão, já que ela é atrelada a Berlinda e puxada pelos romeiros. De forma antecipada, a corda da quinta estação foi cortada pelos romeiros quando a procissão entrou na avenida nazaré, por volta de 9h10.

Sem queima de fogos

Após 103 anos de tradição, não houve a queima de fogos na Praça dos Estivadores. A proibição da homenagem foi anunciada poucas semanas antes do Círio pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup). 

Segundo o órgão, por medidas de segurança, a queima de fogos deveria ser realizada em uma balsa, na Baía do Guajará. Mas os estivadores não concordaram com a alternativa e criticaram a diretoria da festa de Nazaré por não tê-los consultado. 

“Nós começamos a arrecadar o dinheiro de um ano para o outro e 20 dias antes do Círio eles vêm nos informar que não vamos poder realizar. O que vamos fazer com esses R$ 52 mil em dinheiro investidos que foram agora jogados no lixo?”, critica presidente do Sindicato dos Estivadores do Estado do Pará, Moisés Sousa.

História

A procissão vista de cima. Imagens do G1 TV Liberal

A primeira procissão saiu na tarde do dia 8 de setembro de 1793. O Círio passou a ser realizado pela manhã a partir de 1854, devido as fortes chuvas que aconteciam à tarde. Desde 1882, o bispo Dom Macedo Costa, de comum acordo com o Presidente da Província, Dr. Justino Ferreira Carneiro, resolveu que o ponto de partida seria a Catedral, o que acontece até hoje. O segundo domingo de outubro ficou definido como o dia de realização da procissão do Círio em 1901. (Do Ver-o-Fato, com informações do G1 Pará)


Um comentário:

  1. Ouvi hoje de um estivador que no Círio do ano passado Jatene foi vaiado pelos estivadores e como vingança proibiu a queima dos fogos.

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