VER-O-FATO: "OVERDOSE ENCOMENDADA" MUDA CASO SOBRE MORTE DE FILHO DE DONO DO GRUPO LÍDER

terça-feira, 19 de setembro de 2017

"OVERDOSE ENCOMENDADA" MUDA CASO SOBRE MORTE DE FILHO DE DONO DO GRUPO LÍDER

Rosana Cordovil reuniu provas para denunciar Michel por "overdose encomendada".
Voltou ao noticiário a morte por overdose, em fevereiro de 2015, de João de Deus Pinto Rodrigues, de 27 anos, filho de João Rodrigues, um dos proprietários da cadeia de Supermercados Lider. A promotora de justiça Rosana Cordovil, que atua na área criminal do Ministério Público, marcou coletiva com jornalistas para explicar detalhes da prisão e a denúncia que fará contra o traficante de drogas Jeferson Michel Miranda Sampaio. 
Ele é acusado de ter matado João de Deus com uma "overdose encomendada", segundo procedimento investigatório criminal do MP.  O jovem morreu dentro da boate Element. No começo da investigação, o MP trabalhava com a informação de que a morte teria sido provocada por overdose acidental, mas mudou seu entendimento. Diante das novas evidências, Cordovil pediu a prisão preventiva do traficante


Na época, ele foi preso logo após a morte de João de Deus, mas liberado por falta de provas. Michel ficou conhecido por vender drogas sintéticas em boates de Belém. A  delegada Socorro Bezerra, responsável pelo caso, contou que as investigações começaram após a morte do empresário. 

“Nós iniciamos as investigações para identificar os envolvidos no tráfico dentro das boates. Ouvimos depoimentos de cerca de 20 pessoas que estavam na festa e todos apontaram o Michel como fornecedor de ecstasy e LSD, conhecido popularmente como ‘doce’. Começamos a procurar essa pessoa até conseguirmos localizá-lo”, explicou a delegada.

Na casa dele a polícia encontrou 10 comprimidos de ecstasy dentro do carro do estudante e cerca de 200 folhas de LSD. “Após a morte de João de Deus, o Michel deu uma sumida e tivemos dificuldades em encontrá-lo. Hoje, fomos até sua casa antes que ele saísse, logo de manhã. Na revista dentro do carro, encontramos a droga”, contou a policial civil.

Michel negou seu envolvimento com o tráfico e disse que a droga encontrada em seu veículo não era sua. “Essas pessoas estão querendo me acusar porque eu tive uma discussão com um rapaz na festa. Mas eu não tenho nada a ver com isso. Eu usava esse tipo de droga, mas nunca vendi. Isso é gente que quer se livrar da culpa e jogar para cima de mim”, alegou em sua defesa.


A delegada Socorro questionou a versão apresentada pelo acusado, de que ele foi vítima de uma armação. “Sabemos que ele pode prestar o depoimento que quiser e pode até preferir falar somente em juízo, mas nós investigamos e todos que prestaram depoimento disseram que sabiam que ele vendia drogas sintéticas. Inclusive, alguns até tentaram defendê-lo, dizendo que ele vendia sim, mas só comprava quem queria. Além disso, temos conversas no celular que comprovam que ele comercializava esse tipo de droga”.

Cada comprimido de ecstasy era vendido por 30 reais, e o LSD por 50. Michel foi autuado em flagrante por tráfico. A promotora Rosana Cordovil ficou de revelar quais os elementos de provas para denunciar o acusado à Justiça.

2 comentários:

  1. overdose encomendada? ta com cara de denuncia encomendada... quem quis tomar a droga?? essa resposta acaba com qualquer tese de homicidio...a familia do rapaz deveria deixa-lo descansar e parar de lembrar a populaão desse triste episodio

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  2. Daqui a pouco os donos das fábricas Rossi e Taurus vão ser responsabilizados por crimes com arma de fogo.

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