VER-O-FATO: INDIOS DA VENEZUELA PASSAM FOME EM BELÉM E MPF CORRIGE NÚMEROS POR ELE DIVULGADO

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

INDIOS DA VENEZUELA PASSAM FOME EM BELÉM E MPF CORRIGE NÚMEROS POR ELE DIVULGADO

Os índios estão ao relento nas ruas de Belém



Texto e fotos: Cezar Magalhães
Fugindo da ditadura e terror do presidente venezuelano, Nicolas Maduro, mais índios da etnia Warao poderão desembarcar em Belém para juntar-se aos outros 54 que já se encontram na cidade. Contrários ao governo de Maduro, os indígenas procedem do município de Antonio Belo e em sua maioria são mulheres e crianças, algumas ainda de colo.


Sem ter o que comer e beber, e com medo de morrer nas mãos da força policial da Venezuela, eles foram contatados pela primeira vez em 2014, decidindo imigrar para o Brasil atrás de melhor condição de vida. Foi do estado de Roraima que eles vieram para Belém.

No entanto, dezenas deles estão perambulando pelas ruas das grandes cidades do país, como é o caso de Manaus, que já decretou estado de calamidade pública, devido ao êxodo de índios procedentes do país vizinho.

Arredios, e, sem falar português ou até mesmo espanhol, evitam conversar com a imprensa ou ser fotografados. Nossa equipe conseguiu, há muito custo, falar com algumas mulheres, que, com suas crianças, sentadas em calçadas do centro comercial de Belém, e saber o porquê de terem saído de sua terra natal, para se aventurarem em terras estranhas.

Sofia Maria, com uma filha de aproximadamente um ano e meio, sem saber escrever ou ler, arrastava em pouco espanhol, seus motivos. “Estamos fugindo para cá, com medo do governo da Venezuela e a situação que nosso país passa. Não temos mais o que comer beber, e corremos o risco de morrer”, dizia ela, desconfiada.

Mais à frente, encontramos Rosa Cardona, com um filho de três a quatro anos e um bebê de colo. Ela falou e se deixou fotografar, confirmando as declarações da amiga.

MPF retifica números
Em matéria produzida por sua assessoria de comunicação, o Ministério Público Federal do Pará (MPF) informa que os órgãos  públicos paraenses e municipais de Belém comprometeram-se com o próprio MPF, a Defensoria Pública da União (DPU) e  Defensoria Pública do Estado (DPE) a apresentar, até às 18 horas desta sexta-feira, dia 29, uma solução emergencial para abrigar na capital paraense os indígenas Warao, da Venezuela.

Cinquenta e um indígenas já estão no município, a maioria sem abrigo ou em ambientes totalmente precários, em áreas de prostituição e tráfico de drogas. Segundo o consulado da Venezuela, outros 26 Warao podem chegar nos próximos dias.

A solução emergencial deverá ser apresentada pelas secretarias estaduais do Pará de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster) e de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), pela secretaria municipal de Saúde de Belém (Sesma) e pela fundação de assistência a populações em risco Papa João 23, da prefeitura de Belém.

Representantes do consulado da Venezuela em Belém, da Cruz Vermelha, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), da Fundação Nacional do Índio (Funai), das secretarias estaduais de Saúde e de Educação, da Polícia Federal e das organizações não governamentais Sociedade da Defesa dos Direitos Sexuais na Amazônia (Sodireitos), Caritas Brasileira e Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) também participaram da reunião, hoje.

Na reunião também foram estabelecidas providências para realização de levantamentos orçamentários para apoio às famílias Warao e foi feito um panorama sobre como está o atendimento emergencial à saúde e alimentação dos imigrantes, principalmente das crianças. Uma das soluções emergenciais estabelecidas para garantir qualidade na alimentação das famílias será um pedido à Centrais de Abastecimento do Estado do Pará (Ceasa) para doação de frutas.

O MPF, a DPU e a DPE já assinaram recomendações detalhando medidas urgentes para a assistência humanitária, abrigo, saúde e educação aos indígenas. Assim que recebidas pelas instituições públicas, as recomendações deverão ser respondidas em prazos que variam de cinco a 15 dias. Se as respostas não forem apresentadas ou forem consideradas insuficientes, esses casos podem ser encaminhados à Justiça.

Segundo o consulado da Venezuela em Belém, o número correto de indígenas Warao que podem chegar a Belém nos próximos dias é 26, e não de 500 a 2 mil, conforme o MPF havia divulgado.
O MPF cobrou uma solução e a resposta virá nesta sexta-feira. Foto, MPF

9 comentários:

  1. Que bom seria se os órgãos envolvidos tivessem a mesma preocupação com os "nossos indios" que perambulam pela cidade!.

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    1. Agora cadê esse MPF que não cassa definitivamente esse Prefeito e Governador.Só pode ser o diabo que estar segando esses Magistrados pra não cassar esses corruptos.

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  2. Forte desse jeito? com fome? Estás brincando. Estão passeando e fazendo turismo no Pará. Depois irão se estabelecer na Rocinha, RJ. Depois vão ganhar o bolsa índio estrangeiro. Depois terão direito ao Minha Maloca minha vida. Tudo isto proposto por deputado ou senador, sempre muito preocupados com o próximo, sobretudo os mais desfavorecidos. Respeito a dor alheia. Mas, farinha pouca meu pirão primeiro.

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    1. Quanta ignorância e falta de solidariedade. Você acha sinceramente que perambular pela cidade, sem ter onde dormir ou cuidar dos seus filhos é passear?? Turismo?? Não sei que tipo de turismo você faz, mas não me parece muito divertido!! Enquanto o mundo todo abre as suas fronteiras para aqueles que estão sendo ameaçados à morte pelas grandes corporações ou pelos próprios governantes, não vejo porque não podemos também ajudar quem precisa.

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  3. Se quiser podem vir mais, brasileiro é idiota e bonzinho.

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  4. Manda eles para os estados unidos. O Trump está esperando para dar ps boas vindas. Agora, se tiver um cientista, pesquisador etc, manda para Europa.

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  5. Sobre a covardia do anonimato. Bota a cara pra vermos tua cara seu xenófobo de merda.

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    1. Devem ser todos bons cristãos que aos domingos vão com suas familias aos cultos e as missas

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  6. Espero que as autoridades estejam tomando providencias. Tem uma matéria no site Criação de sites em Belém.

    http://www.omestre.com.br/

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