VER-O-FATO: 250 PERITOS CRIMINAIS, LEGISTAS E AUXILIARES DECIDEM POR NOVA PARALISAÇÃO ATÉ SEXTA-FEIRA

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

250 PERITOS CRIMINAIS, LEGISTAS E AUXILIARES DECIDEM POR NOVA PARALISAÇÃO ATÉ SEXTA-FEIRA


O governo sentiu a força de um movimento independente e coeso dos servidores


Sobrecarregados, no limite da exaustão física, além de mal pagos e ignorados pelo governo de Simão Jatene, cerca de 250 peritos oficiais - criminais e legistas - e auxiliares técnicos decidiram por uma nova paralisação de suas atividades em todo o Pará.



A paralisação 100%, de 36 horas, começa às 7 da noite de hoje e se estende até às 7 da manhã do dia 22, sexta-feira. Ela ocorre pela vontade de um movimento independente dos próprios servidores públicos. Até agora, apesar da paralisação de segunda-feira, o governo não deu nenhum resposta concreta às reivindicações da categoria.

Entre as reivindicações estão um reajuste de 100% pelo risco de vida , 100% para as perícias judiciárias, além da incorporação de um abono ao salário. De acordo com os trabalhadores, o benefício pelo risco de vida contempla apenas outros órgãos do governo e não chegou aos profissionais da perícia científica.

Em nota enviada ao Ver-o-Fato, a categoria avalia que a paralisação iniciada na segunda-feira "está correta e logrando êxitos não alcançados nos últimos cinco anos e meses". E mais: destaca a "efetiva união e participação significativa do coletivo dos peritos oficiais e dos auxiliares técnicos em um movimento coeso e crescente".

Ignorou abono e risco

A estratégia de paralisações de 100% pegou o governo de surpresa, a ponto de organismos como Sead, Segup e Casa Civil apresentarem proposta, convidando os servidores do Centro de Perícias Científicas (CPC) para uma reunião amanhã, quinta-feira.

Ocorre que o governo pisou na bola ao descartar da pauta o reajuste de 100% do risco de vida, igual valor para as perícias judiciárias, bem como a incorporação de um abono aos vencimentos, acatando apenas a realização do concurso público - aumento do quadro ainda insuficiente - e a reestruturação do órgão.

Serviços de remoção e liberação de corpos, exame de lesão corporal e necropsia devem ser afetados. Ou seja, o governo, em última análise, deve avaliar as consequências de sua intransigência e atender às reivindicações de seus servidores.

A população sabe que a paralisação é justa e cobra de Jatene uma solução que seja boa para todas as partes, principalmente a sociedade. Para quem a perícia oficial é irrenunciável.

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