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Linha de Tiro - 12/04/2018

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

OPERAÇÃO POLICIAL COM NOME DE MENTIROSO INGLÊS APREENDE FARTA MUNIÇÃO EM BRAGANÇA


 
Os policiais monitoravam os criminosos desde janeiro passado.


A Polícia Civil divulgou informações nesta quarta-feira sobre a apreensão de uma grande quantidade de munição que estava sendo vendida no comércio de Bragança, nordeste do Pará. Três pessoas foram presas em flagrante na operação intitulada “John Grenfell", realizada após investigações iniciadas em janeiro deste ano.


De acordo com o delegado Vicente Leite que comandou a operação, a investigação durou sete meses até chegar ao local de venda das munições.“Fomos em três residências. No local encontramos uma grande quantidade de chumbinhos, cartuchos, pólvora, chumbo e espoleta. Em uma das residências encontramos um revólver calibre 38. Tudo isso seria vendido em feira livre”, conta o delegado.

Segundo a polícia ao todo foram apreendidos 508 cartuchos, 326 projéteis para revólveres sendo a maioria de 380, além de chumbo, pólvora, chumbinho e espoleta. O material será encaminhado para perícia no Instituto Médico Legal, depois entregue à justiça para a devida destruição.

Os três presos em flagrante foram recolhidos para a delegacia da Polícia Civil de Bragança e estão à disposição da justiça. O nome da operação diz respeito ao primeiro-tenente inglês John Pascoe Grenfell, que usou do blefe para ameaçar as autoridades paraenses, prendendo o governador Joaquim Moura, no dia 15 de agosto de 1823. Moura havia negado a adesão do Pará à independência, mantendo a então província sob domínio português. 

Grenfell mentiu, afirmando que a esquadra do então primeiro almirante da Marinha do Brasil vinha logo atrás, mas Cochrane permaneceu no Maranhão, já com uma esquadra reduzida, depois de forçar a adesão da Bahia, Pernambuco, Piauí e do próprio Maranhão à independência.


Ele também mandou fuzilar cinco paraenses, no Largo do Palácio, no dia 17 de Outubro de 1823, do qual o cônego Batista Campos escapou por interferência de amigos depois de ter sido amarrado à boca de um canhão. 


E praticou outra barbaridade: ordenou que jogassem cal em 258 prisioneiros, dos quais 256 morreram no porão de uma embarcação no porto de Belém, na chamada “tragédia do brigue Palhaço”, durante aquela revolta dos oficiais brasileiros que queriam a equiparação de seu soldo ao dos portugueses. Do Ver-o-Fato, com informações da Polícia Civil.

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