VER-O-FATO: BRT DE MARITUBA A BELÉM: AGORA VAI OU É SÓ JOGADA ELEITORAL PARA 2018?

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

BRT DE MARITUBA A BELÉM: AGORA VAI OU É SÓ JOGADA ELEITORAL PARA 2018?

Um edital foi aberto para contratação da empresa que fará a obra


Já se falou muito nele nas duas últimas eleições para o governo do Estado, mas na prática o BRT que ligará Marituba a Belém nunca saiu do papel. É claro que no meio da jogada política entre os partidos no poder - PSDB, no plano estadual, e PMDB, no federal -, uma poderosa queda de braço tem travado a realização dessa importante obra de mobilidade urbana, jogando para escanteio o interesse público.

Jatenistas e barbalhistas chegaram a brigar até mesmo sobre o controle da rodovia federal BR-316, atrasando ainda mais a obra. Tudo indica, porém, que agora, com a entrega de 16 quilômetros da estrada até Marituba à administração do Estado, o BRT finalmente decole, embora haja a suspeita de que entraremos em 2018 em novo debate - para variar, de cunho eleitoreiro -, com um candidato se dizendo o pai da criança, e outro jurando que seu DNA também aparece na concepção do rebento urbano. 

Uma coisa, contudo, é verdadeira: faz cinco anos que o governo de Jatene contraiu um empréstimo de R$ 543 milhões para a obra. E por que, então, ela não começou? Entraves burocráticos e "tratativas" são as respostas na ponta da língua. As reuniões para a concepção do projeto ocorrem desde 2010, uma eternidade. 

Os japoneses da JICA, financiadora do projeto, já conhecem os passos de tartaruga com os quais as coisas caminham na gestão publica brasileira, particularmente a paraense. De qualquer maneira, desculpas para tanta demora, quaisquer que sejam, não colam mais ou enganam a ninguém. 

Muito bonito, no papel

Segundo informa o portal G1 Pará, ontem, quarta-feira, o governo publicou no Diário Oficial do Estado o novo edital de licitação pública internacional para contratação de empresa, ou consórcio de empresas, que irá executar as obras da reestruturação da BR- 316 e da infraestrutura do BRT (Bus Rapid Transit) Metropolitano, obras que fazem parte do projeto de mobilidade urbana Ação Metrópole. 

De acordo com o edital, as obras incluem: duas pistas, com quatro faixas em cada uma delas (uma exclusiva para o BRT). Está prevista ainda uma nova iluminação de LED, nova drenagem, pavimentação, calçadas arborizadas, ciclovias bidirecionais nas duas extremidades, 13 passarelas para travessia de pedestres, paisagismo, 26 estações, dois terminais de integração, sendo um em Ananindeua e outro em Marituba, e um viaduto de quatro pétalas, em Ananindeua. 

O Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM) publicou em 29 de novembro de 2016 o edital para o qual se apresentou apenas uma proponente e, que teve sua proposta considerada inadequada. Por isso, a licitação foi encerrada. Diante do ocorrido, foram efetuadas algumas alterações no edital e encaminhado à Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), financiadora do projeto, para apreciação e aprovação. 

Com a aprovação da agência, formalizada no último dia 11, o governo deu prosseguimento ao processo licitatório e publicar o edital da abertura da nova licitação. As obras fazem parte do programa Ação Metrópole, que tem o objetivo de melhorar a mobilidade urbana e buscar solução para o transporte público e circulação geral. 

O projeto inclui a melhoria no sistema de transporte no trecho entre o Entroncamento e o município de Marituba; a construção de alternativas viárias à rodovia BR-316, como o prolongamento das avenidas João Paulo II e Independência; e a adequação de vias que integram a rede de transporte coletivo. 

O projeto Ação Metrópole representa um investimento na ordem de R$530 milhões e faz parte de um sistema que foi pensado para trabalhar integrado com outros projetos executados pelo governo do Estado, como a avenida Independência (orçada em R$120 milhões), já concluída; a duplicação da avenida Perimetral (R$ 77 milhões), executada e entregue e o prolongamento da avenida João Paulo II (R$ 300 milhões), que está em fase final, com previsão de entrega para dezembro de 2017.

Integração com BRT de Belém

 

O BRT Metropolitano também faz parte do projeto de reconstrução da BR-316 e vai integrar a Região Metropolitana de Belém, sendo que primeiramente, Belém, Ananindeua e Marituba e, posteriormente, também o município de Benevides. O novo sistema de transporte urbano reduzirá em cerca de 50% o tempo de viagem do destino ao centro de Belém e vice-versa. 

O ponto inicial do BRT será o Terminal Marituba, localizado no km 10,7 da Rodovia BR-316, próximo à Alça Viária, e permitirá a integração das linhas alimentadoras que vêm de Marituba. O terminal será composto por duas plataformas, sendo uma para as linhas troncais e outra para as linhas alimentadoras, área de expansão e de estocagem, praça e estacionamento para motos, veículos e bicicletas, possibilitando a integração desses usuários. 

Já em Ananindeua, o terminal ficará no km 6,5 da Rodovia BR-316, em frente à sede Campestre da AABB. Será o principal ponto de integração das linhas alimentadoras de Ananindeua ao BRT. Esse terminal contará com acessos através de passagens subterrâneas para as linhas troncais, três plataformas para as linhas troncais e alimentadoras, área de expansão e de estocagem, estacionamento para motos, veículos e bicicletas, acesso à internet sem fio (Wi-Fi), praça e outra unidade da “Estação Cidadania”. 

O Terminal de Ananindeua se configura como o maior e mais importante do BRT Metropolitano, uma vez que possibilitará a conexão deste aos conjuntos Cidade Nova e seu entorno, através da Rua Ananin, que está sendo executada pela prefeitura de Ananindeua, e de um viaduto que facilitará a ligação entre as áreas ao sul da BR, como conjunto Julia Seffer e Aurá à Cidade Nova. (Do Ver-o-Fato, com informações do G1 Pará)


2 comentários:

  1. Obra eleitoreira,desse governador cassado e corrupto Jateve, já que não tem nenhum grande obra para mostrar para os eleitores,ele aposta nesse Elefante branco chamado BRT,para enganar a consciência dos eleitores do Pará assim como fez o prefeito bicassado zenada.O povo do Pará na minha opinião passou de ingênuo para tolo mesmo! Que se deixa enganar e vende sei voto até por um churrasquinho como faz o deputado vergonha do Pará cujas as iniciais lembra um banheiro, chamado WC.Continuem votando na Tucanalha que días piores virão para o nosso Estado.

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  2. Hoje, o dinheiro está disponível, mas acontece que a equipe na montagem do Editalesta mais perdida que outra coisa é pasmem o responsável técnico é um arquiteto e não um engenheiro , é por aí começa. Nessa situação, não precisa ser vidente...as licitações nao vão acontecer e o prazo vai se esgotar , o dinheiro vai voltar e quem vai pagar por essas irresponsabilidade é a população.

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