VER-O-FATO: A CELPA E NÓS, NÓS E A CELPA: UMA RELAÇÃO PERIGOSA E DESIGUAL

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

A CELPA E NÓS, NÓS E A CELPA: UMA RELAÇÃO PERIGOSA E DESIGUAL


A Celpa - sim, ela mesma, aquela que era pública e foi privatizada a preço de banana pelo governo tucano, que até hoje não explicou onde enfiou o dinheiro - teima em se manter negativamente no noticiário, apesar do investimento maciço em marketing e propaganda. 

No Procon, ela é a campeã disparada de queixas e no conceito popular ganha o troféu de pior empresa em operação no Pará. Agora, até os deputados estaduais decidiram agir, não para acabar com os abusos da empresa, mas para exigir explicações. Se vai dar em alguma coisa não se sabe. Pelo menos vale a intenção.

Na sessão de ontem, quarta-feira, o deputado Ozório Juvenil protocolou um requerimento, solicitando informações às Centrais Elétricas do Pará (Celpa) sobre as penalizações impostas aos consumidores em função do não pagamento de fatura. Um dos questionamentos que está sendo feito pelo parlamentar é em relação à cobrança de taxas para a religação de energia elétrica. 

“A taxa de religação cobrada pela Celpa obedece a uma tabela com valores diferenciados de acordo com o tempo para o retorno do fornecimento, que varia de 72 horas até a religa em urgência, cuja taxa cobrada é bem maior. Mas, em função da necessidade do serviço, isso acaba pressionando o consumidor a optar pelo pagamento do valor maior. E isso precisa ser explicado”, disse o deputado.

Ozório Juvenil avalia que, nesse caso, o consumidor é duplamente penalizado: com o corte do fornecimento de energia elétrica e com o pagamento da taxa de religação. “Esse procedimento é inaceitável. Precisamos de informações sobre essa cobrança e, dependendo da resposta da Celpa, estudar a situação e discutir uma solução que não penalize tanto a população”, avalia o parlamentar. “Hoje em dia, essa religação não é feita como antes, que as equipes tinham que ir até o local para fazer o serviço nos postes. Hoje, o sistema de religação é feito na Celpa, então, não justifica uma taxa de valor tão alto”, complementa.

O requerimento traz também como justificativa, o fato de a Celpa submeter os usuários a vários constrangimentos e punições pelos atrasos no pagamento das contas. De acordo com o documento, “ultrapassada a data-limite de pagamento – e antes da emissão da nova fatura – a empresa efetua o desligamento automático”. 

A partir daí, ao entrar em contato com a empresa, o consumidor é informado de valores de taxas diferentes para que a religa seja feita em 72 horas, 36 horas e em regime de urgência (até 24 horas). O último valor (urgência) é o mais caro e o consumidor acaba sendo pressionado a pagá-lo para ter a volta imediata do fornecimento de energia.

Assalto e roubo

Além disso, o requerimento também solicita informações à Celpa sobre os casos em que há cobranças de valores exorbitantes – reconhecidamente errados – nas contas dos consumidores. São aqueles casos em que, por exemplo, o usuário paga um valor de consumo médio, em torno de R$ 300,00 e, de repente, recebe uma conta com valor acima de R$ 1.000,00 sem que tenha feito qualquer alteração em seu consumo. 

“Nesses casos é mais grave a situação porque o consumidor é obrigado a pagar o valor exorbitante para que não seja cortado o fornecimento de energia elétrica, para depois poder fazer a reclamação. “É preciso sustar esse procedimento que intimida e tange o usuário da Celpa a carrear dinheiro para os cofres da empresa, em virtude de uma pressão indevida e inaceitável”, destacou o deputado, na justificativa do requerimento. (Do Ver-o-Fato, com informações da assessoria da Assembleia Legislativa).

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