domingo, 30 de julho de 2017

R$ 20 MIL PELA MORTE DO PREFEITO DE BREU BRANCO; PISTOLEIRO DIZ QUE MATOU E NÃO RECEBEU NADA

 


No vídeo acima, o cearense Genival Lima Moura, de 40 anos, o "Lelo do Batata", conta como matou o prefeito de Breu Branco, Diego Kolling, o "Alemãozinho", em maio passado. Ele relata que iria receber um pagamento pelo crime - o Ver-o-Fato apurou com uma fonte policial envolvida na investigação que o preço acertado foi R$ 20 - mas nada recebeu. 

Tudo foi acertado, segundo o pistoleiro, pelo secretário de Agricultura da prefeitura, Marcos Paulo Pessanha Lauria, o "Marquinho", irmão de Ricardo Pessanha, o "Ricardo Chegado", presidente do PSD local, que de acordo com a investigação da Polícia Civil é o mandante do assassinato. A motivação do crime, pelo que ficou apurado, seria política e econômica.

Quem explica é o delegado geral da Polícia Civil, Rilmar Firmino: "Ricardo Lauria, havia apoiado o prefeito Diego Kolling, mas não tinha sido atendido em seus interesses. Por meio de uma empresa ‘laranja’ havia participado de uma licitação para fornecimento de serviço de transporte escolar, mas o processo acabou sendo revogado pelo prefeito, devido à baixa proposta apresentada. E, assim, Ricardo veio a arquitetar a morte de Alemãozinho”.

E resume: “o prefeito morreu porque não compactuou com aqueles que achavam que a prefeitura seria aberta. Esse é o tipo de crime de difícil resolução, pois os que matam, são os que vão chorar com os familiares”, acrescentou. Rilmar disse ao Ver-o-Fato que a polícia usou técnicas de inteligência para chegar aos autores e mandantes do crime.

Mandante ganhou nova licitação

O mais surpreendente é que mesmo depois de ter mandado matar o prefeito, Ricardo Pessanha continuou a agir na maior tranquilidade para participar e ganhar um nova licitação na área de transporte escolar em Breu Branco, na gestão de Garcês Costa, que era o vice de Diego Kolling e o substituiu no cargo.

Para vencer a licitação, Pessanha mudou a razão social de sua empresa e colocou um novo "laranja". A manobra passou, mas agora, com a prisão dele e dos outros envolvidos na morte, essa licitação deverá ser anulada. O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) não poderá, de maneira alguma, aprovar a fraude.

Confissão no vídeo

Diz o pistoleiro Genival Moura, no vídeo acima, que tem 1 minuto e 37 segundos: " me prenderam, não me espancaram, não judiaram de mim. Então, eu disse vumbora e digo quem são os culpados. Realmente, já fiz a cagada, então vou embora botar tudo em pratos limpos".

Uma repórter pergunta se Genival foi enganado e nada recebeu pelo crime. Ele confirma: "é, fui enganado, não recebi nada. Eles (mandantes) me falaram que era um ladrãozinho que estava roubando as baterias dos ônibus deles, lá, no pátio da coisa deles. Eu falei, moço, eu não vou mexer com isso, não. Eu sou tratorista, já tinha trabalhado com ele (mandante), antes, fazendo asfalto. Aí, aconteceu isso. Mas todo mundo vai pagar direitinho".

Pergunta de um repórter: pensou em se entregar alguma vez? Resposta: " eu tinha assistido pela TV e no rádio. Eu não conhecia o prefeito. Foi o Marquinho (Marcos Pessanha Lauria) que me levou. Isso foi na segunda-feira, na terça-feira aconteceu isso. Pratiquei o crime sozinho. Foi o Marquinho quem me deu a arma. Só que ele falou que era um ladrãozinho, não falou que era o prefeito. Eu confiava mesmo que era pra pegar um ladrãozinho".

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