terça-feira, 25 de julho de 2017

PF CAÇA E PRENDE PEDÓFILOS NO PARÁ: SITE RUSSO ERA PRAIA DOS ABUSADORES

Os federais apreenderam farto material nas residências de pedófilos


O pedófilo é um ser covarde e abjeto. Para uns, apenas um doente, que manifesta sua tara sexual por crianças, algumas de tenra idade, até mesmo recém-nascidos. Nesse caso, necessitaria de tratamento médico. Para outros, porém, trata-se de um dos piores tipos de criminosos, pois além de abusar sexualmente de inocentes e indefesos, ainda compartilha seus atos com outros pedófilos pela Internet. Para esse grupo de críticos, a punição deve ser a mais rigorosa prevista na lei.


A Polícia Federal, na manhã desta terça-feira, mobilizou cerca de 350 agentes, numa das maiores operações já realizadas no país, cumprindo 72 mandados de busca e apreensão, três mandados de prisão preventiva e dois mandados de condução coercitiva em 51 municípios do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Ceará, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Piauí, Pará e Sergipe. Uma caçada em grande estilo aos pedófilos.

No Pará foram cumpridos um mandado de busca e apreensão em Redenção, três em Belém, dois em Terra Santa e Santarém, onde também foi cumprida uma prisão preventiva. Outra prisão, esta em flagrante, aconteceu em Xinguara. Foi a segunda fase da  operação “Glasnost” contra a exploração sexual de crianças e o compartilhamento de pornografia infantil na internet.

A primeira fase da operação foi deflagrada em novembro de 2013, quando foram cumpridos 80 mandados de busca e prisão e realizadas 30 prisões em flagrante por posse de pornografia infantil. Foram ainda identificados e presos diversos abusadores sexuais, bem como resgatadas vítimas, com idades entre 5 e 9 anos.


Encontro de abusadores

De acordo com a Polícia Federal, a investigação teve como base o monitoramento de um site russo utilizado como uma espécie de “ponto de encontro” de pedófilos do mundo todo, e resultou na identificação de centenas de usuários, brasileiros e estrangeiros, que compartilhavam pornografia infantil na internet, bem como de diversos abusadores sexuais e produtores de pornografia infantil, tendo sido identificadas, ainda, diversas crianças vítimas de abuso.

Os investigados produziam e armazenavam fotos e vídeos de crianças, adolescentes e até mesmo de bebês com poucos meses de vida, muitos deles sendo abusados sexualmente por adultos, e as enviavam para contatos no Brasil e no exterior.

Anteriormente à deflagração da segunda fase da operação, foram cumpridas medidas urgentes nas cidades de Osasco (SP), Presidente Prudente (SP), Porto Alegre (RS), Vila Velha (ES), Jundiaí (SP), Praia Grande (SP), Campo Grande (MS) e Cachoeira do Itapemirim (ES), tendo em vista a identificação de casos concretos de abusos sexuais contra crianças. Em todos os casos foram presos os abusadores e identificadas as vítimas dos abusos.


O nome da operação é uma referência ao termo russo que significa transparência. A palavra foi escolhida porque a maior parte dos investigados utilizava servidores russos para a divulgação de imagens de menores na internet e para realizar contatos com outros pedófilos ao redor do mundo.


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