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Linha de Tiro - 19/04/2018

segunda-feira, 10 de julho de 2017

JUSTIÇA MANDA PRENDER 13 MILITARES E CIVIS ENVOLVIDOS NAS 10 MORTES EM PAU D'ARCO




Embora os laudos de balística ainda não estejam prontos, nem o inquérito policial concluído, o Ministério Público do Estado pediu e a justiça estadual acatou, determinando a prisão temporária de 13 policiais - 11 militares e dois civis - envolvidos na morte de 10 pessoas, em maio passado, na fazenda Santa Lúcia, em Pau D'Arco, no sudeste do Pará.


Os mandados de prisão foram cumpridos pela Polícia Federal. Os promotores de Justiça de Redenção, Alfredo Martins de Amorim, José Alberto Grisi Dantas e Leonardo Jorge Lima Caldas assinam o pedido de prisão temporária, que tem prazo de trinta dias por tratar-se de crime hediondo, podendo ser prorrogada por igual período.

A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) deu apoio logístico e operacional para o cumprimento dos mandados de prisão. Entre os onze policiais militares estão dois oficiais, ambos já custodiados na sede da Polícia Federal em Belém, conforme acordo da PF com a Segup. Os demais militares se apresentaram espontaneamente ao V Comando Regional da Polícia Militar em Redenção, onde aguardam transferência para Belém.

Os dois policiais civis, ambos investigadores, também se apresentaram espontaneamente em Belém e ficarão sob custódia para prestar esclarecimentos. Todos deverão ficar no Comando de Missões Especiais e no Batalhão de Polícia Ambiental. O procurador geral do Ministério Público, Gilberto Valente, foi a Redenção orientar o pedido de prisão, acatado pelo juiz.

A Segup, em nota enviada ao Ver-o-Fato, disse que vem trabalhando em conjunto com o Ministério Público e Polícia Federal com o objetivo de garantir a lisura e precisão dos inquéritos, laudos e depoimentos, em busca do objetivo maior que é a conclusão das investigações, que são conduzidas “com absoluto rigor, transparência e isenção”.

Atirou e não atirou
Uma fonte policial questiona as prisões e pergunta em que se basearam os promotores para indicar que 13 dos 29 envolvidos nas mortes devem ficar presos por 30 dias, enquanto outros estão soltos. Na verdade, o que existe é uma delação premiada do delegado Valdivino Miranda e outro do investigador Nonato, além de delação de um oficial da PM.

“Tem gente que atirou e matou, mas está livre, enquanto há gente que não atirou e teve a prisão pedida dos promotores”, disse a fonte, sem entrar em detalhes.

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