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Linha de Tiro - 19/04/2018

sexta-feira, 14 de julho de 2017

DONOS DE SUPERMERCADOS DO PARÁ ACUSAM EMPRESÁRIOS DE FORA DE "CONCORRÊNCIA DESLEAL" E INCENTIVOS IRREGULARES

Procurador-geral Gilberto Martins ouviu as manifestações dos empresários
Alguns atacarejos (como são conhecidos os grandes supermercados que comercializam produtos tanto no atacado como no varejo) em operação no Pará estariam recebendo vantagens tributárias ilegais e, com isso, praticando preços consideravelmente mais baixos, provocando concorrência desleal com supermercados locais. 
A denúncia foi feita nesta 6ª feira por representantes do setor supermercadista ao Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), que irá apurar o caso. Durante reunião nesta manhã na sede do MPPA, em Belém, com o procurador-geral de justiça do Pará, Gilberto Valente Martins, representantes da Aspas (Associação Paraense de Supermercados) e da Adapa (Associação de Distribuidores e Atacadistas do Estado do Pará) fizeram duras críticas ao benefícios concedidos a empresários de fora.
Segundo eles, grandes grupos comerciais sediados em outros estados estão operando no Pará com benefícios fiscais irregulares, como a isenção de recolhimento de ICMS, o imposto que incide sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual, intermunicipal e de comunicação.
 
Para Paulo Oliveira, diretor do grupo Formosa, que controla supermercados e outros empreendimentos no Pará, com os benefícios irregulares o Estado do Pará estaria deixando de arrecadar cerca de R$ 300 milhões por ano. O assunto já foi tratado com representantes do governo do estado. Os representantes do ramo supermercadista querem mudanças na legislação estadual para que os benefícios fiscais sejam isonômicos e permitam a concorrência leal no setor.
 
O procurador-geral ouviu as manifestações dos empresários e anunciou que a Promotoria de Justiça de Crimes contra a Ordem Tributária vai se reunir com a Secretaria Estadual da Fazenda, Procuradoria-Geral do Estado e Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia para tratar do assunto. Fonte: MPPA.

7 comentários:

  1. O risco é que o incentivo"irregular" se estenda a todos, o que não o torna "regular. E nada assegura que os preços vão baixar. Ou melhor,seguramente vão continuar altos.

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  2. Verdade, Walter. Antes, o setor era blindado contra os comerciantes de outros estados, mas como os nossos empresários praticamente faziam tudo igual, até nos preços, criando "promoções" para tapear os consumidores, os caras "de fora" chegaram com força, oferecendo qualidade e preços menores. A gritaria é em favor da competitividade para melhor ou apenas para abocanhar incentivos maiores e ficar tudo na mesma? Respostas que os "nossos" devem oferecer aqui no espaço do blogue.

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  3. A Y.Yamada cedeu tres de suas lojas para um grupo maranhense que deixou uma enorme dívida por lá. Uma alteração desse porte,sem se preocupar com a irregularidade, só com um dedo poderoso (Sarney).

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    Respostas
    1. Na verdade o Maranhão não é mais comandado pela família sarney.
      O supermercado Maranhense que se instalou possui insencao fiscal aqui no Maranhão na qual é completamente regular.o grupo maranhense possui o maior centro de distribuição do Nordeste por isso que conta preços mais baratos no Pará

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    2. Mas já foi contatada a sonegação fiscal de mais de 300 milhões deste grupo só de ICMS no Maranhão, com a inércia dos governos.

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  4. Interessante, esses supermecados locais passaram anos e anos explorando nosso povo e formando um verdadeiro cartel .Agora que chegam grupos vendendo mais barato a gritaria é geral. Pode? O povo paraense, tem que continuar a ser explorado?

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  5. Acho importante entendermos de que não se trata apenas de preço de mercadoria. É toda uma cadeia econômica que está risco. Assim como os supermercados, os mini mercados, as vendas pequenas também correm serio risco de falência e com isso muita gente perde emprego, dinheiro não circula.

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