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Linha de Tiro - 19/04/2018

sábado, 24 de junho de 2017

É MUITO CINISMO: EM NOTA, REVITA ACUSA MORADORES DE MARITUBA DE SABOTAGEM PARA PROVOCAR DANOS AMBIENTAIS

Os moradores fecharam a entrada do lixão desde quinta-feira

O Ver-o-Fato deixa a critério dos comentários de seus leitores diários a nota enviada pela Guamá Tratamento de Resíduos - controlada pela Revita -  sobre o bloqueio de acesso ao lixão, que ocorre desde anteontem. A foto que ilustra a nota da Revita é de um morador sufocado e envenenado pelo chorume armazenado a céu aberto pela empresa: 

"A Guamá Tratamento de Resíduos informa que, mais uma vez, as atividades do aterro sanitário de Marituba estão paralisadas como resultado da ação de grupos isolados, que fecharam o acesso ao empreendimento desde a tarde de ontem. A empresa repudia e lamenta o ocorrido e classifica o bloqueio como mais um episódio de uma série de tentativas recentes de boicote contra suas operações. 

A empresa registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Marituba, sob Nº 00273/2017.100283-2 depois que empreendimento foi invadido três vezes no último mês, entre 31 de maio e 11 de junho. A polícia investiga tentativa de sabotagem na operação, visando provocar danos ambientais.

Na invasão mais recente, ocorrida no dia 11 deste mês, um grupo de quatro pessoas portando arma branca foi visto pela equipe de segurança próximo a uma das lagoas de armazenamento de chorume, o que indica tentativa de sabotagem na área. Além disso, a empresa relata no documento policial a troca de lugar de uma das mangueiras de drenagem, com o intuito de provocar transbordamento de chorume. Como medida para evitar novas invasões ao local, a Guamá reforçou a segurança patrimonial em toda a área do aterro sanitário.

O fechamento do acesso ao aterro iniciou ontem, quando um grupo de pessoas mascaradas incendiou pneus na estrada, impedindo a entrada de caminhões coletores de lixo urbano. Apesar da ação conjunta entre Guamá, comissão de interventores e polícia, que seguem dialogando com o grupo, o bloqueio persiste. Os manifestantes, dentre outras demandas, exigem a entrada do grupo no aterro como condição para liberar o acesso ao empreendimento. 

A Guamá ressalta que possui um programa de visitas monitoradas aberto a todos os públicos que, desde maio, já recebeu mais de 60 visitantes de diferentes instituições da sociedade. Este grupo não fez solicitação de visitas nesse período.
Pautada pela transparência e busca do bom relacionamento com a sociedade, a Guamá abrirá as portas do empreendimento para receber os manifestantes nessa tarde e convida os jornalistas a participarem da visita, a partir 16h30. As visitas só ocorrerão se os manifestantes assegurarem a integridade patrimonial e física dos envolvidos, inclusive trabalhadores e participantes da própria manifestação.

A empresa lembra que o fechamento do acesso ao aterro de Marituba, ainda que temporário, prejudica toda a população da região metropolitana de Belém com potencial interrupção da coleta. Embora a Guamá não atue na coleta e limpeza urbana, o fechamento do acesso impede a empresa de receber os caminhões coletores das empresas contratadas pelas prefeituras, prejudicando toda a população da região, que deixa de ter seu lixo recolhido".

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