quarta-feira, 24 de maio de 2017

SERVIÇO DE CIRURGIA DO HOSPITAL "BARROS BARRETO" COMEMORA 25 ANOS

Oito cirurgias diárias e seis no final de semana. É o trabalho no BB
Parte da equipe que atua no Centro Cirúrgico do hospital

Residente Marcos, dr. Geraldo Ishak, ao fundo, e secretária Leila
Esta é uma notícia positiva que o Ver-o-Fato divulga com alegria, sem cair no oba-oba, mas na tentativa de fazer justiça. O blogue, porém, gostaria muito que, em seus 25 anos de implantação do serviço de cirurgia, o "Hospital Barros Barreto" reunisse todas as condições necessárias para uma comemoração na medida exata de seu merecimento. 


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Salvar vidas é um desafio diário a ser vencido nesse hospital paraense, para onde correm a pobreza e aqueles sem condições financeiras de pagar um plano de saúde. O "Barros Barreto" sempre foi um hospital que pautou suas ações médicas no limite das forças, sacrificado pela penúria de recursos, melhores condições de trabalho e salários. A sina de um hospital público, para variar, neste país de ladrões que transformaram governos e verbas de investimentos em saúde numa ação perversa, criminosa e cancerosa entre amigos e quadrilhas.  


Não fosse pela dedicação, digamos, compulsiva de seus médicos, pessoal de enfermagem e demais trabalhadores de áreas afins  em servir à população, o "Barros Barreto" já teria fechado as portas, devido a tantas carências. Nada, porém, que impeça seus servidores de superar as adversidades e seguir em frente. Afinal, salvar vidas é a palavra de ordem. Apesar de tudo e de todos que, fora dos muros do prédio da rua dos Mundurucus, decidem pela vida e pela morte do "Barros Barreto".

Depois deste texto do blogue, seguem abaixo informações das jornalistas Cleide Magalhães e Edna Nunes, da Ascom, complexo hospitalar da UFPA, sobre as comemorações  das "bodas de prata" do serviço de cirurgia:

"Neste mês, o Serviço de Cirurgia Geral e do Aparelho Digestivo da Unidade João de Barros Barreto (UJBB) celebra 25 anos. Para marcar a data, de quinta-feira, 25, até sábado, 27, acontece uma jornada, no Belém Hall, na rua Antônio Barreto, bairro do Umarizal. Na noite do encerramento acontece baile de confraternização na Assembleia Paraense, no bairro do Souza, para homenagear especialmente os fundadores do espaço: os médicos Luiz Moraes e Otávio Cascaes. 


A programação está associada ao II Congresso Paraense de Cirurgia e ao Simpósio de Enfermagem, Centro Cirúrgico, Central de Material de Esterilização e Serviço de Recuperação Pós-Anestésica, realizados simultaneamente no mesmo local. Segundo o chefe do serviço, Geraldo Ishak, o espaço tem papel importante à sociedade paraense, “porque foi o pioneiro no Pará e por onde passaram e passam os melhores profissionais da área de cirurgia”. 


Nesse espaço, diz Ishak, são realizados procedimentos diversificados, como cirurgia geral, do aparelho digestivo, da cabeça e pescoço, urologia, torácica, vascular e pediátrica, contabilizados em média oito por dia e seis no final de semana, entre pequenos procedimentos e urgência e emergência da demanda interna.


Para o superintendente do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Pará (UFPA), o médico cirurgião Paulo Roberto Amorim, a comemoração dos 25 anos do Serviço de Cirurgia do HUJBB é uma homenagem justa aos seus criadores. “Em especial ao seu principal guardião, o médico Luiz Moraes, que, por meio de sua vontade e força, conseguiu superar os desafios e implantá-lo de tal forma que até hoje garante a formação de profissionais de alto gabarito. Por tudo isso, diria que é um dos melhores programas de residência em cirurgia do Brasil”, destaca Amorim.


Ensino - Geraldo Ishak chama atenção para o campo de ensino que se tornou a UJBB na área de cirurgia, com mais de 120 residentes formados ao longo dos 25 anos que exercem atividades em várias localidades do território brasileiro, alguns deles atuando na própria instituição, que pertence ao Complexo Hospitalar da UFPA/Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).


Entre as crias do Barros Barreto está o urologista e cirurgião Marcos Aben-Athar, residente da turma de 2008 e 2009. Para ele, fazer residência no hospital foi um mérito. “Foram dois anos intensos e que não deixaram a desejar para outros hospitais de ensino. A formação que recebi no hospital acrescentou tanto na minha vida, ao ponto de ter vontade de retornar e retribuir por tudo que aprendi fazendo parte do corpo funcional”, afirma.


A médica residente do 4° ano de cirurgia digestiva, Amanda do Amaral Mesquita afirma que o hospital é um marco em sua vida. Como aluna no Barros, começou fazendo o internato, período que vislumbrou a residência em cirurgia. “Digo ser um marco, por causa da evolução que tive na minha vida de médica. Quando me formei era insegura e não sabia conduzir os pacientes. Hoje, quatro anos depois, vejo que tenho mais segurança, seja enquanto cirurgiã, seja no ambulatório. Então, agradeço muito ao Barros Barreto porque adquiri com ele postura médica e cirúrgica. Por isso, fico tranquila em dizer que visto a camisa do hospital”, relata.


Clique AQUI e acompanhe a programação do evento


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