terça-feira, 30 de maio de 2017

RELATO DE TESTEMUNHA A PROCURADOR E CPT, SOBRE MORTES EM FAZENDA, INCRIMINA POLICIAIS

No dia 26 passado, dois dias após a morte de dez pessoas na fazenda Santa Lúcia, uma das testemunhas que estava na área e sobreviveu, prestou depoimento ao procurador da República, Igor Spíndola e ao coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT) do sul do Pará, José Batista Gonçalves Afonso. Ela acusa os policiais de chegarem atirando e gritando “não corre, não, porque vai todo mundo morrer” e “bota a mão na cabeça para morrer”.

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A testemunha, cujo nome não foi declinado no depoimento, como forma de protegê-la de eventual retaliação, disse que as pessoas que estavam no acampamento, no momento em que chovia, às 6 da manhã, sairam correndo para o mato na hora da chegada dos policiais e que elas não reagiram e nem atiraram contra os militares e civis.

Segundo lembrança dela, ouviu um dos policiais dizer "não corre, vagabundo", ou que "tem que morrer, vagabundo". Outro dizia, ao atirar, "zero um ", "é minha vez", "mais outro", ou ainda "velho duro de morrer". 

Leia o relato, na íntegra: 


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