quinta-feira, 25 de maio de 2017

PERITOS PROCURAM CÁPSULAS DE BALAS E MARCAS DE SANGUE NA FAZENDA SANTA LÚCIA

As autoridades estiveram na fazenda e viram o cenário de guerra
Mais reuniões e conversas, desta vez na OAB de Redenção
O chefe do MP no Pará, Gilberto Valente, foi de helicóptero
Mais reuniões, desta vez com deputados na sede da Alepa


Peritos do "Renato Chaves" estiveram durante a tarde de hoje na fazenda Santa Lúcia, onde 10 pessoas foram mortas, para recolher cápsulas de bala, marcas de sangue e outras informações que possam contribuir para a elaboração do inquérito policial já aberto para apurar o que de fato ocorreu naquela propriedade. O trabalho foi acompanhado pelo procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Pará, Gilberto Valente, o promotor de Redenção, Erick Fernandes, além dos procuradores da república em Brasília, Deborah Duprat e Igor Spindola. 


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Dentro da fazenda, observando casas e curral destruídos, também estavam representantes de movimentos sociais e da Comissão Nacional dos Direitos Humanos. Antes da visita, os integrantes do MP reuniram-se com familiares das 10 pessoas mortas na operação policial. O encontro foi iniciado na promotoria de Redenção e foi concluída na sede da OAB daquele município. Os promotores de Justiça Jane Cleide Silva e Alfredo Amorim, que são lotados em outros municípios mas estão reforçando a atuação do MP no caso, também participaram da reunião.


As famílias pediram rigor nas investigações e também que, após a perícia, os corpos retornassem para Redenção. O pedido foi atendido e os corpos saíram no início da noite de Marabá e Parauapebas e serão levados para a Funerária Unipax, em Redenção. A expectativa é que cheguem por volta das 23 horas desta quinta. O promotor Erick Fernandes também esteve no hospital municipal de Redenção para ouvir pessoas que foram feridas durante a operação. Ele também conversou com familiares das vítimas para coletar mais informações.


Mortos identificados

Os promotores esclareceram que o MPPA está acompanhando de perto as investigações e a perícia dos corpos, que aconteceu no Instituo Médico Legal de Parauapebas e de Marabá. Em Parauapebas, a perícia iniciou por volta de 9h30 e durou até às 16h. Foi acompanhada pelos promotores Francys do Vale e Guilherme Carvalho. Foram identificadas as seguintes vítimas: Hércules Santos Oliveira, Ronaldo Pereira de Souza, Antônio Pereira Milhomem, Bruno Henrique Pereira Gomes e Regivaldo Pereira da Silva.


Em Marabá, outros cinco corpos foram periciados. O trabalho iniciou por volta de 8h30 da manhã e encerrou ao meio dia e foi acompanhado pela promotora Patrícia Pimentel. Foram identificadas as seguintes vítimas: Wedson Pereira da Silva, Nelson Souza Milhomem, Clebson Pereira Milhomem, Oseir Rodrigues da Silva, Jane Julia de Oliveira.


Reintegração de posse

A promotora Ione Nakamura, por sua vez, participou de uma reunião da comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa. Além do MP estiveram na reunião representantes de várias entidades de direitos humanos que compartilharam informações e a suas ações no acompanhamento das investigações sobre as mortes de dez agricultores.


Nakamura relatou que a fazenda Santa Lúcia é uma área conflituosa e que existem vários processos de reintegração de posse naquela região. “Por ser uma região conflituosa ocorreram alguns crimes que estão sendo apurados pela polícia civil e que culminaram com mandados de prisão preventiva e temporária, além de busca e apreensão. Tudo isso resultou nesse desfecho lamentável que foi a morte desses agricultores”, disse a promotora.
Cena dos crimes

Durante a reunião o diretor de polícia do interior, João Bosco, foi questionado sobre a retirada dos corpos e das armas antes que ocorresse uma perícia no local do crime. Para Nakamura, “a cena de crime é de extrema importância para se apurar as responsabilidades e foi citado na reunião que os corpos foram retirados do local e encaminhados para o hospital. Isso vai ser apurado pelos promotores que acompanham a situação”, comentou a promotora. Fonte: MP Pará, com Ver-o-Fato.

2 comentários:

  1. Cadê o Governador!!!!!!!

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  2. Direitos humanos devem parar de santificar criminosos e criminalizar a Polícia. A Polícia foi atacada por criminosos, se esses criminosos não respeitaram nem a Polícia quanto mais os funcionários e donos da fazenda invadida.

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