VER-O-FATO: NAVIO COREANO QUE LEVAVA MINÉRIO DE FERRO DO PARÁ RUMO À CHINA AFUNDA NO OCEANO

segunda-feira, 3 de abril de 2017

NAVIO COREANO QUE LEVAVA MINÉRIO DE FERRO DO PARÁ RUMO À CHINA AFUNDA NO OCEANO


O Stellar Daisy, com 266 metros, carregou ferro do Pará no dia 25 passado
 
O navio-cargueiro Stellar Daisy, pertencente e operado pela empresa coreana Polaris Shipping, naufragou no Oceano Atlântico, na área marítima do Uruguai, por volta das 12 horas da última sexta-feira, dia 31, depois de partir-se ao meio. Na embarcação havia 24 tripulantes, sendo 16 filipinos e 8 coreanos. Apenas dois tripulantes teriam sido resgatados, enquanto os demais permanecem desaparecido.
 

O Ver-o-Fato apurou que o Stellar Daisy deixou o porto de Itaqui, no Maranhão, no último dia 25 de março, depois de embarcar 260 mil toneladas de minério de ferro extraído do subsolo do Pará, na província de Carajás. Seu destino era a China, que compra da empresa Vale todo o ferro paraense.

"Durante a noite, um navio visualizou manchas de combustível e resíduos, além de sentir um forte odor de combustível, o que dá indícios de que o navio acidentado tenha afundado", segundo comunicado da Marinha uruguaia.

Imediatamente foram deslocados quatro navios mercantes, próximo à área da ocorrência. Conforme Convenção Internacional sobre Busca e Salvamento Marítimos, os países signatários devem cooperar no auxílio às missões de busca sempre que solicitado pelo país responsável pela área. Após confirmação dos dados com o Uruguai, a Força Aérea Brasileira disponibilizou a aeronave KC130, que decolou do Rio de Janeiro na noite de sábado (1º) para realizar buscas ao cargueiro.

A tripulação da FAB é composta por duas equipes de 20 militares, sendo cada uma com dois pilotos, um mecânico de voo, dois mestres de carga, um rádio operador, e quatro observadores SAR (do ingês, Search And Rescue, busca e salvamento). “O objetivo é auxiliar em voo, observando algum sobrevivente ou bote, para ver se o cargueiro é encontrado mais rapidamente", ressalta o oficial de Operações do 1º GTT, Major Bruno Rocha.

Caso seja localizada, a informação é repassada para as embarcações que estão fazendo as buscas no mar se dirigirem ao local e resgatarem os sobreviventes. O local do desaparecimento foi em uma área distante 2.740 Km da costa brasileira.

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