segunda-feira, 17 de abril de 2017

MARCELO ODEBRECHT, O DONO DO BRASIL QUE VOCÊ NÃO ELEGEU. E ANO QUE VEM TEM ELEIÇÃO



Vamos falar francamente, sem enrolação ou meio termo.

Você percebeu os trouxas que somos todos nós, eu, você e aqueles que acreditaram que, ao comparecer às urnas, nos últimos 22 anos, estávamos elegendo um presidente da República?

Pois é. Na cabine de votação, a maioria elegeu Fernando Henrique, Lula e Dilma por duas vezes -  ela, mal completou, na reeleição, um ano e sete meses de mandato -, mas quem sempre governou o país foi o empresário Marcelo Odebrecht, o todo poderoso que agora detonou o Congresso Nacional, ministérios e governos estaduais.

Marcelo não precisou sequer fazer campanha eleitoral ou de um mísero voto para dar as diretrizes do Planalto, principalmente em obras e serviços, cujas fatias maiores do bolo financeiro, é lógico, ficavam no império da Odebrecht. Cresceu e prosperou principalmente na era petista de Lula e Dilma, quando os negócios da empresa mais corrupta e corruptora do país subiram 900%. 

O ministério mais atuante de Marcelo sempre foi o da propina. Segundo a planilha do presidente-delator, em 2006, quando o setor foi criado, foram distribuídos R$ 180 milhões; dois anos depois, o dobro, R$ 360 milhões. Em 2010, ano de eleição, R$ 1,2 bilhão. Em 2012, ano de eleição municipal, e 2013, que nem teve eleição, os pagamentos chegaram ao ápice: R$ 2,1 bilhões. 

Resumo da ópera: em oito anos, foram mais de 3,3 bilhões de dólares. Em valores atuais, R$ 10,3 bilhões. Se os políticos tinham fome, a fome do presidente Marcelo Odebrecht era maior ainda. Os lucros da empresa, de 2002 a 2015, saltaram de R$ 13,2 bilhões, para R$ 132,5 bilhões, dez vezes mais.

O presidente Marcelo Odebrecht aprovava tudo o que queria no Senado e na Câmara Federal, dizia o que governadores deveriam ou não fazer, dava ordens para ministros, distribuia obras para os concorrentes e, para variar, sempre ficava com a maior parte de tudo.

Para subir nos morros do Rio de Janeiro, ou construir as arenas de futebol para a Copa do Mundo, com destaque para o estádio do Corinthians, um presentinho para Lula, o generoso Marcelo pagava desde propina para traficantes não criarem problemas, até malas e mochilas cheias de dinheiro para os impolutos homens públicos disfarçados de autoridades.

O homem fazia e acontecia. Nada escapava de sua visão de águia - ou abutre dos cofres públicos - e se dava ao luxo de interferir inclusive nos debates eleitorais, para favorecer Aécio Neves, pagando R$ 6 milhões a um pastor para este, com suas perguntas idiotas, levantar a bola do neto do falecido Tancredo.

Construiu um império para chamar de seu, deu ordens e foi obedecido, jamais contestado. Aí, vieram a Lava Jato e seus procuradores do MPF, com o juiz Sérgio Moro a tiracolo, e acabaram com a farra. Ou pelo menos abriram os olhos dos brasileiros para um fato que muitos nos bastidores do poder já sabiam, mas tinham vergonha de confessar: Marcelo Odebrecht era o dono do Brasil.

Em 2018 teremos eleição para presidente e governadores. Será que você votará nos candidatos do sistema que irão se apresentar? Ou estará elegendo um novo líder mafioso para governá-lo?

Pense nisto.

Um comentário:

  1. Em 2018 irá se repetir a anedota de Tropa de Elite 2: Mudam-se as lideranças, conservam-se os esquemas. Pois, afinal, o sistema é foda.

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