sábado, 8 de abril de 2017

JATENE SE DIZ "PERPLEXO" COM CHEFE DO MP QUE MANDOU PROCESSÁ-LO POR IMPROBIDADE

Jatene e Neves: ontem, amigões do peito; hoje, "muy amigos"
 
"Causa perplexidade que, somente após concluído o processo sucessório do cargo de Procurador Geral do Estado e apenas no final do término do atual mandato, o atual chefe do MPE tenha mudado em relação ao procedimento que tinha adotado anteriormente".

Este é o final, mas poderia muito bem ser o começo, de uma nota oficial do governo do Estado enviada ao Ver-o-Fato sobre a autorização concedida ao procurador de Justiça Nelson Medrado e ao promotor Armando Brasil, pelo procurador-geral de Justiça, Marcos Antônio das Neves,  para processar o governador Simão Jatene por suposto favorecimento ao próprio filho "Beto Jatene", que por intermédio de seus dois postos de combustíveis abastecia de combustíveis os veículos da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar.

No final da nota, o governo "reafirma que irá prestar os esclarecimentos e demonstrar a lisura de todo o contrato". Já no começo, sustenta que a contratação e execução do sistema de abastecimento de combustíveis da frota de veículos "não possui qualquer ilegalidade". O atual sistema, diz a nota, garantiu inclusive redução de gastos da ordem de 7% (R$ 3,6 milhões ao ano), mesmo com aumento da frota de veículos e, além disso, ampliou a cobertura de atendimento em todo o estado, passando de 53 postos para mais de 240. 

Mais adiante, a defesa antecipada do governador no processo movido por Medrado e Brasil, argumenta, sobre o contrato de abastecimento das viaturas, que o sistema utilizado para abastecimento da frota estadual é o Petrocard, administrado pela empresa Equador. "Tal sistema foi contratado após processo de licitação iniciado em 2010, pela então governadora Ana Júlia Carepa (PT), sendo concluído na terceira tentativa, em 2011, quando a empresa Equador saiu vitoriosa no certame".


Ressalta ainda que o credenciamento – e não contratação – dos postos de gasolina é realizado exclusivamente pela empresa Equador". E prossegue, garantindo "não existir qualquer interferência do Governo do Estado quanto à rede de postos aptos a operar o sistema, que conta com mais de 240 postos credenciados em todo o Pará.

E mais: "entre os cadastrados está o Autoposto Verdão, do qual Alberto Lima Jatene foi sócio-cotista. O referido posto, inclusive, já era credenciado tanto no sistema CTF, da Petrobras, como no sistema do Banpará, utilizado anteriormente, mantendo o registro no atual, sem qualquer alteração". 

Ainda sobre a ação contra o governador, a nota oficial "relembra que em julho de 2016 a Justiça do Estado determinou ao promotor Nelson Medrado e ao promotor militar Armando Brasil, que apresentassem documentação que comprovasse autorização do Procurador Geral do Estado, Marco Antonio Ferreira das Neves, para que o governador do Estado fosse investigado, o que não ocorreu até setembro de 2016". E como a autorização não foi apresentada, Jatene foi excluído do processo. 

Finalmente, a nota assinala que a Corregedoria do MPE, "diante da clara ausência de autorização e de preceitos legais, definiu a abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra os promotores".

6 comentários:

  1. Por que não publicar a nota na íntegra e deixar por conta dos leitores tirar suas conclusões?!?

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  2. Oh, anônimo. A nota está na íntegra, com todas as aspas, do começo ao fim. Gostas de nota na íntegra, sem comentários, então vai ler o "Diário" e o "Liberal". Lá eles cobram e faturam a nota no departamento comercial. No blogue, é de graça. Então, nada de nota com cercadura, título oficial, essas coisas.

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  3. Esse "anônimo chapa-branca" só gosta das notas oficiais e pelo visto acredita em tudo o que elas dizem... Deve ser leitor assíduo do DO e quem sabe até um DAS nomeado pelo Jatene.

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  4. Compreendo Carlos Mendes. Mas, em nome dos fatos seria de bom alvitre que publiques na íntegra a nota oficial....!!!!

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  5. Boução, já disse aqui que a nota, com as aspas, está na íntegra. Quando li toda a nota, que está publicada, o que chamou minha atenção como jornalista é que o gancho da minha manchete estava no final da nota. Apenas inverti, começando pelo final. No restante, a toda está todinha como veio do gabinete do governador, não mudei uma vírgula. És inteligente e não preciso dar mais detalhes sobre a técnica jornalística de tratar uma nota oficial em qualquer redação de jornal.

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  6. Amigo jornalista, esse é um caso classico de rebelião da CRIATURA contra seu CRIADOR,se esse processo chegará aos finalmentes, é uma outra história.

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