VER-O-FATO: EMPRESA REVITA, EM NOTAS, REPUDIA INVASÃO E DIZ ESTAR OPERANDO NA NORMALIDADE

domingo, 23 de abril de 2017

EMPRESA REVITA, EM NOTAS, REPUDIA INVASÃO E DIZ ESTAR OPERANDO NA NORMALIDADE


A empresa Revita, que no Pará atua sob o nome de Guamá Tratamento de Resíduos, enviou duas notas ao Ver-o-Fato, a propósito da depredação de suas instalações por manifestantes, no dia 21 passado, e também para dizer que, apesar do ocorrido, o trabalho de descarte e a coleta do lixo de Belém, Ananindeua e Marituba continua sendo feito normalmente. Vamos às notas: 
 
 Nota de repúdio
 
A Guamá Tratamento de Resíduos informa que repudia e lamenta a invasão ocorrida, hoje (21 de abril), no aterro sanitário de Marituba, durante visita do Secretário de Estado de Meio Ambiente ao local para acompanhamento das obras de melhoria do empreendimento. Temos certeza de que a invasão não representa o sentimento da comunidade, mas foi resultado de uma ação de grupos isolados, em total desrespeito à lei e às instituições.

Os invasores atiraram pedras contra a guarita e caminhões da empresa, atingindo um funcionário, que saiu ferido do local. Também depredaram as instalações de um escritório da Guamá dentro do aterro e vandalizaram equipamentos essenciais à operação, tais como um trator, o gerador de energia e a balança que pesa os resíduos na entrada do aterro dando transparência e permitindo o controle das operações realizadas por parte da empresa e seus clientes.

Imediatamente após a invasão, o aterro foi evacuado para a segurança dos funcionários. Os danos patrimoniais estão sendo inventariados e a polícia foi acionada.

Ainda que a operação tenha sido significativamente afetada, consciente de que qualquer interrupção de serviço pode causar danos ainda maiores aos munícipes da Região Metropolitana de Belém, como já verificado no passado recente com a interrupção da coleta na capital do estado, a empresa voltará a receber caminhões de lixo ainda hoje, sexta-feira, após as 19h.

Apesar do episódio de invasão, os técnicos da Guamá puderam apresentar ao Secretário de Estado de Meio Ambiente, in loco, as ações de melhoria implementadas no aterro sanitário, as mesmas apresentadas em documento protocolado pela empresa junto à Semas.

Quanto à suposta liminar, a Guamá informa que desconhece tal medida, tendo conhecimento genérico pela imprensa e, portanto, não pode se manifestar por não ter sido notificada. Reforça, no entanto, que vem seguindo as instruções recebidas até o momento pelas autoridades. A empresa está confiante de que seus esforços de regularização do empreendimento serão reconhecidos pelo Governo, justiça e sociedade. Assim, a empresa poderá continuar no ritmo acelerado de execução das obras de melhorias no empreendimento.

A Guamá reitera que segue a legislação e regulamentação do setor, possuindo todas as licenças e autorizações pertinentes para a operação do aterro sanitário de Marituba, único empreendimento deste porte no Pará. Reitera, também, que deverá atender todas as recomendações da Semas, sempre em respeito às comunidades e ao meio ambiente, estando aberta ao diálogo transparente.

Avanço das obras


A Guamá protocolou documento junto à Semas no qual informa sobre o cumprimento de parte das recomendações de melhorias no aterro sanitário de Marituba. O documento também posiciona sobre os avanços das obras de implementação das demais melhorias, num total de 25 recomendações técnicas. Ao lado do atendimento às questões ambientais e técnicas, a empresa está implementando um novo programa de relacionamento com a comunidade.

No dia 10 de abril, a Guamá apresentou à Semas proposta de tecnologia para minimização de odores e aguarda manifestação da Secretaria. Além disso, a empresa implantará sistema de monitoramento de odor na sede de Marituba, com ponto de referência em Ananindeua. Nesse sentido, a companhia estuda parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA), que irá estabelecer uma metodologia para o monitoramento e definição em campo dos pontos de análise e frequência.

Entre as etapas já cumpridas, também se destaca uma cooperação com a UFPA, Governo do Estado e Prefeituras para estudo de soluções para tratamento externo de parte dos resíduos. A Guamá está em negociação com empresas locais para viabilizar o tratamento em suas unidades industriais. Já foi atestada a viabilidade de utilizar a Estação de Tratamento da Jari, em Monte Dourado, aguardando autorizações da Semas para seguir neste sentido.

A companhia também já implantou e está em funcionamento a segunda planta de osmose reversa, que amplia a capacidade de tratamento de chorume. Foram realizadas obras no sistema de drenagem de chorume, totalizando mais de 400 m de extensão já concluídos até o momento, além da cobertura de resíduos em uma área de 8.000 m². A empresa está realizando a dupla impermeabilização de solo e a cobertura das bacias utilizando geomembrana PEAD.

Outro avanço é que a empresa deverá firmar Aditivo ao Convênio com a UFPA para readequação do Plano de Monitoramento da Qualidade das Águas Superficiais e Subterrâneas. A Guamá já monitora a unidade permanentemente por meio de laudos de qualidade de água realizados por laboratórios certificados e acreditados pelo Inmetro e enviados para posterior análise na UFPA e nenhum resultado demonstrou qualquer alteração na qualidade de água superficial ou subterrânea ou, ainda, qualquer dano ambiental.

As obras de melhoria operacional do aterro sanitário de Marituba seguem em ritmo acelerado. Os investimentos nessas ações superam R$ 10,3 milhões e a empresa vem negociando com a Semas prazos mais técnica e financeiramente factíveis de serem observados, considerando as condições climáticas e as etapas necessárias para realização das obras dentro das normas técnicas e de segurança exigidas.

A continuidade das chuvas impacta nos prazos de conclusão de algumas etapas, que precisam seguir parâmetros técnicos e de segurança, mas a empresa segue trabalhando com todo seu time gerencial e técnico concentrado nas obras e melhorias necessárias para normalização do empreendimento.

Comunidade

Como parte fundamental do processo de melhorias, a Guamá está implementando um novo programa de relacionamento com a comunidade. O objetivo é manter um permanente canal de diálogo com os moradores da área vizinha ao aterro, que possa garantir transparência a respeito das atividades realizadas pelo empreendimento, bem como contribuir com a melhoria da qualidade de vida de quem mora próximo a ele. Entre os projetos, estão a criação de um centro comunitário de convivência, programa de visitas comunitárias ao empreendimento, ações ambientais nas escolas e programas de incentivo ao empreendedorismo.

Adicionalmente, informamos que ações anteriormente realizadas junto à comunidade envolveram seis escolas beneficiadas por ações de educação ambiental e voluntariado, atingindo diretamente cerca de 900 pessoas".

Nota 2
 
"Pautada pela transparência e pelo compromisso de regularização do aterro de Marituba, a Guamá Tratamento de Resíduos vem recebendo representantes dos órgãos fiscalizadores diariamente no empreendimento. Na manhã de hoje (22 de abril), a empresa recebeu a visita de uma equipe a pedido da Prefeitura de Belém, que pôde acompanhar a evolução das obras que estão sendo realizadas no aterro de Marituba desde fevereiro em atendimento às 25 medidas demandadas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).

A companhia informa, ainda, que o recebimento de resíduos está operando normalmente no aterro sanitário de Marituba. Ainda que a operação tenha sido significativamente afetada ontem (21 de abril), após a invasão e depredação da unidade, trabalhamos para agilizar o restabelecimento imediato das nossas atividades, causando mínimo impacto para os moradores da dos municípios atendidos. Acerca da invasão, a companhia registrou boletim de ocorrência na Seccional de Marituba para que a autoridade policial siga com a apuração dos fatos.

A Guamá Tratamento de Resíduos esclarece também que atua estritamente no recebimento e tratamento de resíduos sólidos dos municípios da Região Metropolitana de Belém, não prestando qualquer serviço ligado à coleta ou limpeza urbana, que são realizados por empresas totalmente desvinculadas. No entanto, vale lembrar que, embora sejam atividades distintas, qualquer fechamento do aterro, ainda que temporário, pode gerar impacto em toda a cadeia e prejudicar toda a sociedade".

3 comentários:

  1. Sobre a Nota da Revita/Guamá.

    Usam e abusam do nome, da credibilidade e do prestígio da Universidade Federal do Pará, como se esta fosse parceira e coonestasse a ação criminosa da REVITA/GUAMÁ. O Fórum Permanente Fora Lixão e o Movimento Cidadania e Resistência Marituba e Quilombo do Abacatal, embora em desespero pela catinga que já causou, segundo relatório da Secretaria de Saúde do Município de Marituba, nove mortes e enfermidades aos milhares, não vai se pronunciar neste primeiro momento. A medida da gravidade é a decretação de ESTADO DE CALAMIDADE PÚBLICA pela prefeitura e o reconhecimento do ESTADO DE EMERGÊNCIA pelo Governo Federal. O êxodo que já se iniciou, inclusive por recomendações médicas, tenderia a transformar Marituba em uma cidade fantasma, não fosse o reconhecimento da gravidade da situação pela SEMAS e pelo próprio governador do estado que prometeu intervir na empresa REVITA/GUAMÁ, o que está a cumprir a partir de amanhã dia 24. A PGE solicitou e conseguiu liminar judicial para tal intervenção. Concomitantemente o Governo do Estado providenciará a remoção daquele monstrengo de dentro da zona urbana de Marituba. A catinga, ou turbação danosa, não se restringe às imediações do malfadado lixão, já invadiu Ananindeua e chegou a Belém. Tal empreendimento, tanto pelo chorume que mata e adoece pessoas e animais, é infinitamente mais danoso que o antigo Lixâo do Aurá.
    Confiamos na palavra do Senhor Governador Simão Jatene.

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  2. o mandato do prefeito de Marituba pode ser cassado por esse transtorno causado à população?

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