VER-O-FATO: A FOTO QUE NÃO QUER CALAR

terça-feira, 11 de abril de 2017

A FOTO QUE NÃO QUER CALAR

 



A foto, batida ontem por uma fonte do Ver-o-Fato presente na concorrida cerimônia de posse do promotor Gilberto Valente na chefia do Ministério Público do Pará (MPPA), dispensa palavras ou elocubrações. 
Contudo, seria bom codificar não as expressões dos três ilustres figurantes da cena, e sim o que está por detrás dos sentimentos escondidos sob triunfantes sorrisos de dois personagens que, horas antes de posarem para o fotógrafo, se engalfinhavam numa espécie de MMA político, com chutes, socos e tentativas de finalização.


Ao lado esquerdo do governador Simão Jatene, o procurador-geral de Justiça que saiu do cargo, Marcos Antonio das Neves, ex-amigo de Jatene e hoje seu figadal desafeto. Neves, cinco dias antes de passar o cargo para Valente, determinou que o procurador Nelson Medrado e o promotor militar Armando Brasil procesassem Jatene por improbidade administrativa no caso do fornecimento de combustíveis a veículos da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar pelo filho do governador, Alberto Jatene.


Motivo: Jatene ignorou a condição de mais votado na eleição para procurador-geral do promotor César Mattar, apoiado em todas as horas por Neves, e escolheu Valente, o segundo colocado. O "santo" baixou em Neves e ele deu o troco, servindo o prato frio da vingança a Jatene, mandando processá-lo.


Jatene dormiu mal a noite de sexta-feira, mas no sábado soltou fumaça, numa nota oficial, dizendo-se "perplexo" com a vindita de Neves. E estranhou que ele tenha mandado Medrado e Brasil processá-lo justamente na véspera de deixar a chefia do MP.


Resumo da ópera, ou melhor, da foto a três que você vê acima: Valente, ao lado direito do governador, está feliz da vida, por dentro, embora por fora meio constrangido e compenetrado na cena fotográfica. Já Neves e Jatene, sorriem.


Afinal, sorriem de quê? Ou de quem?

6 comentários:

  1. Quanta bobagem. Isso é imprensa?

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  2. O anônimo deve estar saudoso do tempo em que a imprensa era coagida por ditadores de plantão a nada publicar. Era notícia pura e simples, sem comentários. Mas, paciência, há quem bajule poderosos, mesmo pisoteado por eles, ou a serviço deles.

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  3. Isso que é jornalismo investigativo, que tira ilações de uma foto, por sinal terceirizada, dentre milhares que foram tiradas no evento?!? Pelo que vi na cerimônia, o novo procurador geral conversou, educado e sorridente, tanto com o governador como com as outras autoridades que compunham a mesa oficial (aliás nem tinha mesa, havia só as cadeiras).

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  4. Vê-se a clara e cristalina a ignorância do anônimo sobre a natureza do blogue e a confusão que faz com jornalismo investigativo. Se não se escondesse atrás do próprio anonimato, talvez para não revelar sua condição de áulico de poderosos de plantão, até valeria a pena um debate salutar. Mas nem isso. Então, que continue assim, pois nos poupa de gastar verbo com quem só olha numa direção e confunde alhos com bugalhos.

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