VER-O-FATO: DE PORCOS, POLÍTICOS E CHORUME

terça-feira, 14 de março de 2017

DE PORCOS, POLÍTICOS E CHORUME


Editorial

Quem odeia os políticos e almeja que eles sumam do mapa, ou se afoguem no chorume de algum lixão, age por impulso. Se parasse para pensar melhor, veria que tal ojeriza aos políticos, embora justa, é inútil. 

O sumiço dos políticos que temos, apenas pela vontade de quem deseja vê-los no quinto dos infernos, produziria somente um resultado imediato. Uma nova horda de patifes e psicopatas, loucos pelo poder, assumiria o lugar dos defenestrados.

A concorrência é grande, porque muitos que falam mal dos políticos, chamando-os de ladrões, vagabundos e corruptos, venderiam a própria mãe para ficar no lugar deles. E roubar até o diabo dizer basta.

O problema, portanto, é o modelo de sociedade que temos. Um modelo baseado na ganância e no consumismo. Enquanto a maioria alienada briga por bobagens, embriaga-se, vomita no sofá e bate na mulher, lixando-se para o mundo, os muito vivos ocupam os espaços para roubar nosso tempo, nossa paciência e, para variar, nosso dinheiro.

É claro que muitos políticos não valem o que o gato enterra. A culpa, em parte, não é deles. Afinal, foram gerados do mesmo esperma eleitoral daqueles que, pelo voto, os colocaram nas casas legislativas e nos governos. Cara de um, focinho de outro. Quem sai aos seus não degenera. 

Mas apodrece o país onde vive.


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