quinta-feira, 16 de março de 2017

AS QUENTES E VENENOSAS

Mas de novo?
 
Alô, autoridades da segurança pública, atenção para esta denúncia. Uma fonte do Ver-o-Fato liga para relatar um fato grotesco e, ao mesmo tempo, pedir socorro: em Cametá, a delegacia da cidade está superlotada de presos. Em cela para cinco presos, 19 se amontoam uns sobre os outros. O pior de tudo é que cinco menores de idade estão misturados com homicidas, traficantes e estupradores. A polícia está de mãos atadas no município. Lembram daquele caso da menina de Abaetetuba? Pois é. Vale a pena (não ver), de novo?

Vida de repórter (1)

Certa vez, em minhas andanças pelo interior do Pará, ouvi de um senhor uma frase que sempre me vem à cabeça sobre como o homem comum, das ruas, encara o trabalho da imprensa: “entre, doutor repórter”. Na verdade, repórter nunca foi doutor de nada e não tem autoridade alguma para ser tratado dessa forma, mesmo por uma pessoa humilde e generosa como o senhor que me recebeu em sua casa, usando tal frase ao abrir a porta. Em geral, repórter é bem recebido nos lugares onde sua presença é requisitada.

Vida de repórter (2)

Chamar a imprensa para fazer uma denúncia, mostrar um problema, cobrar providência da autoridade estadual ou municipal, é a alternativa que resta quando tudo falha e a população não tem mais a quem recorrer. É claro que há quem detesta repórteres de jornais impressos, equipes de TV e de rádio. Uma coisa, porém, é inegável: quando um problema local chega ao conhecimento de todos, pela ação da imprensa, a solução fica mais perto. Resumo: repórter não é doutor, mas contribui com seu trabalho para minimizar ou tentar curar as doenças sociais.

Campo minado

O Pará tem cerca de 840 mil aposentados e a maioria é proveniente do meio rural. É gente que recebe um salário mínimo por mês, mas essa mixaria movimenta a economia de mais de 80% dos 144 municípios, embora isso pouco apareça nas estatísticas oficiais. A reforma da previdência, temida por todos. vai pegá-los em cheio. Lavradores e pescadores artesanais com menos de 50 anos serão atingidos. Para os mais velhos, será cobrado um pedágio de 50% no tempo que falta para se aposentar. É duro.


Ah, governador..

Depois que retornou da Itália, no dia 17 de fevereiro passado, o governador Simão Jatene encolheu-se em seu gabinete de trabalho e ficou mudo. Ele sumiu do noticiário até mesmo do jornal “O Liberal”, onde é despejado o dinheiro da publicidade oficial. Enquanto isso, a segurança pública continua caótica, a violência domina o Estado, a saúde pública é precária e as escolas ou caem aos pedaços ou estão sendo fechadas. É o caso de perguntar: se não quer mais governar, por que então lutou tanto para se reeleger?

Terra e ferro

As escaramuças entre agricultores e a Vale estão longe do final e ainda reservam polêmicos capítulos. O foco, hoje, são as áreas de terras ao longo da rodovia que leva às minas do projeto S11D. A Vale é acusada de expulsar famílias para ocupar terras que não seriam suas, mas da União. A empresa nega e diz ter adquirido legalmente as áreas. O sindicato de trabalhadores rurais promete ir mais fundo na questão. A Vale garante estar tranquila. Falta ouvir  (ou ver) os papéis dessas transações. 

Deputado no IHGP

O deputado federal Edmilson Rodrigues toma posse nesta sexta-feira, às 18 horas, como sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Pará. Ele ocupará a cadeira nº 61, que tem como patrono o escritor e jornalista Ernesto Cruz, autor de obras como "História de Belém", "Igrejas de Belém", "Procissão dos Séculos: Vultos e Episódios da História do Pará" e "As Edificações de Belém: 1783 – 1911".  A solenidade será na Academia Paraense de Letras, em frente ao antigo Corpo de Bombeiros, na João Diogo.

____________________BASTIDORES____________________

* A declaração do prefeito Zenaldo Coutinho de que não irá concluir o BRT até o final de seu mandato - isto se a cassação dele não for ratificada antes pela Justiça Eleitoral -, vai dar bode.  E já há quem defenda uma auditoria na obra.


* Em toda a região metropolitana de Belém, a pergunta é uma só: quem deu tanta força à empresa Revita, dona do lixão de Marituba, para ela pintar e bordar com governantes e a classe política paraense? 

* Comentário do fotógrafo Ary Souza sobre a barração dos vereadores no lixão, anteontem: " vi um lixeiro expulsar o legislativo todo".

* Alimentos, madeira, carros e motocicletas. Dia sim, dia também, a Polícia Rodoviária Federal faz esse tipo de apreensão pelas estradas do Estado. Notas fiscais e documentos falsos são uma festa.

 
* O governo estadual baixou mais um daqueles decretos inúteis, proibindo a saída de peixe do Pará durante a Semana Santa. Como nem o próprio governo fiscaliza a saída do peixe, o pescado sai numa boa para outros estados.

* O lixo e o que fazer com ele é o grande problema das cidades interioranas. A maioria das prefeituras não tem uma política de tratamento para o lixo caseiro. Em muitos casos, tudo é jogado em terrenos baldios.

Nenhum comentário:

Postar um comentário