segunda-feira, 27 de março de 2017

AS QUENTES E CADA VEZ MAIS VENENOSAS

Vírus da vaidade (1)

O mundo científico dentro do Instituto Evandro Chagas (IEC), em Belém, anda muito agitado e dividido. A gestão do atual diretor, Pedro Vasconcelos, oscila entre apoios e insatisfações. A vaidade no órgão parece ser maior do que a floresta amazônica e das verbas disponíveis para pesquisas e pagamento de despesas. Fala-se até em perseguições de pessoas que discordam de certas atitudes de Vasconcelos. 

Vírus da vaidade (2) 

Quanto às pesquisas para a produção de uma vacina contra o zika vírus, embora tenham recebido R$ 10 milhões do Ministério da Saúde, estão atrasadas. Vários pesquisadores do IEC também reclamam que suas pesquisas foram esvaziadas pela “prioridade” da vacina contra o zika. O vírus da vaidade, como se percebe, precisa ser isolado no IEC, porque a vacina parece bem longe.

Hora errada

O escândalo que envolve as empresas de carne também assusta o Pará, embora o Estado nada tenha a ver com ele. Em 2016, o quinto maior volume de carne exportada pelo Brasil saiu do Porto de Barcarena, o correspondente a 4% das exportações brasileiras, em torno de 200 milhões de dólares, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Exportação de Carnes. 

Febre de desconfiança

Lembram da febre aftosa, que atacou o rebanho brasileiro,em 2005? Pois é, o Para sofreu graves prejuízos e somente em 2013, depois de receber a certificação de que estava livre da febre, as exportações foram retomadas. Mas os compradores ainda nutrem desconfiança. Imagine agora.

É preocupante

A pecuária paraense andava animada com a expectativa de crescimento de 20% do mercador exportador quando veio o baque que pegou 21 empresas, algumas incluídas entre as maiores do país. Do total do gado que produz, o Pará consome apenas 35%. O rebanho tem um plantel de 22 milhões de cabeças e um ativo calculado em quase R$ 30 bilhões. Mais que números, os dados ensejam preocupação. O risco é de pagarmos a conta pelo erro dos outros. A carne nacional ficou sob suspeita. Pior para nós. 

Belo estrago

A construção de hidrelétrica de Belo Monte produziu um estrago nas vidas de milhares de famílias de Altamira e Vitória do Xingu. Em audiência pública realizada na segunda-feira, em Altamira, os prejudicados expuseram seus dramas e cobranças. O maior problema é que alguns moradores já estão reassentados, muitos foram reassentados em áreas que não permitem a continuidade de modo de vida e outros foram completamente ignorados e vivem numa situação de marginalidade em Altamira.

Estranhos no ninho

Há vários casos de pessoas que não têm nenhuma relação com o modo de vida ribeirinho mas que foram reconhecidas pela Norte Energia, em razão das limitações de seu cadastro, que não tem elementos para efetivamente identificar quem eram os moradores tradicionais do beiradão. Coisas do tal progresso.

Rival tucano

O deputado Sidney Rosa não consegue mais esconder de ninguém, nem mesmo do governador Simão Jatene, que seu grande objetivo é disputar o governo do Estado, em 2018. Rosa sabe que seu grande rival é o supersecretário Adnan Demachki, mas já avisou que vai bater chapa na convenção do PSB. Jatene faz cara de paisagem e manda Adnan, seu preferido, tocar o barco. Como Rosa e Adnan são de Paragominas e já governaram o município, os tucanos consideram que ambos vão se entender na hora de a onça beber água. Há quem duvide. 



__________________BASTIDORES_____________________


* Pegou muito mal, dentro do Ministério Público, a atitude do governador Simão Jatene de nomear o segundo colocado e não o mais votado, para ser o novo procurador-geral de Justiça.

* Gilberto Valente, o escolhido pelo governador, segundo se diz pelos corredores do MP, é mais tucano do que o próprio Jatene. O promotor César Mattar, o mais votado, reclama ter levado uma “rasteira”. Não diz de quem.

* Para um promotor, Valente vai fazer muita gente quebrar a cara, pois ele fará uma gestão independente e sem amarras ao Executivo. 


* A JBS/Friboi, maior produtora de carne bovina do país, deve ficar esperta. Seus frigoríficos no sul do Pará não são a oitava maravilha do mundo, como ela diz. Há vários problemas, inclusive ambientais.

* É cada vez maior o interesse de grupos estrangeiros por terras do Pará. O valor também é atrativo, porque chega a ser até três vezes inferior ao que é cobrado por áreas em estados como Mato Grosso e Goiás e Tocantins.

Um comentário:

  1. ha boatos que a chapa ja esta fechada; helder com a filha do jatene de vice; e, jader e jatene para o senado

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