domingo, 26 de fevereiro de 2017

PSDB, PT E PMDB PROMETERAM, NÃO CUMPRIRAM, E A BR-163 E TRANSAMAZÔNICA SÃO ISTO AQUI

Enquanto a imprensa de Belém fala todo dia em milhões liberados para o Pará, eis a realidade


Mais de 4 mil caminhoneiros estão parados há mais de uma semana na rodovia BR-163, no sudoeste do Pará, e sofrem os prejuízos provocados pela situação. Fortes chuvas resultaram em um grande atoleiro no trecho da rodovia entre os municípios de Trairão e Novo Progresso, que provoca um congestionamento de 50 quilômetros e impede a passagem de veículos no local.

A maioria transporta soja do Mato Grosso para o porto de Miritituba, em Itaituba, no sudoeste do Pará. Homens do exército e da Polícia Rodoviária Federal passaram a presta apoio a partir deste sábado (25) às ações do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) na área para liberar a pista.

Um plano para enviar mantimentos para os caminheiros foi definido em uma reunião realizada na sexta-feira (24) no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em Brasília. O envio de mantimentos começa na próxima quarta-feira (1º). Segundo a Defesa Civil do Estado, uma equipe do Corpo de Bombeiros de Itaituba já foi deslocada pra área para ajudar as comunidades e acompanhar a situação.

A Prefeitura de Trairão decretou situação de emergência. De acordo com o decreto, o trecho que não é asfaltado da BR-163, a rodovia Cuiabá-Santarém, está intrafegável e deixa pelo menos cinco comunidades sem ter acesso à sede do município, o que já está provocando desabastecimento de alimentação, combustível e água. Alunos estão sem transporte escolar.
Danos à economia

Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projetam prejuízos de US$ 400 mil por dia com custos de elevação e "demurrage" (sobre-estadia) em virtude do estado crítico da BR-163, que impede o escoamento de grãos do Norte de Mato Grosso e Sul do Pará para os terminais portuários de Miritituba e Santarém, no Pará. "Caso a BR-163 se mantenha intransitável, os danos serão irrecuperáveis para o Brasil". 

Além do ônus de R$ 500 mil por dia, a Abiove diz que a situação causa "prejuízos incalculáveis com descumprimento de contratos, riscos financeiros com produtores e armazéns e, sem dúvida, riscos para a imagem do Brasil". As duas associações estimam que nesta safra serão embarcados pelos terminais de Miritituba e Santarém cerca de 7 milhões de toneladas de soja e milho. 

Tradings têm relatado que há caminhoneiros que levam 14 dias para transportar a mercadoria em um percurso de mil quilômetros. "Nesse período, teria sido possível fazer uma viagem de ida e volta para Santos (SP) ou Paranaguá (PR)", aponta a Abiove.

Um comentário:

  1. henrique de Miranda Sandres Neto/advogado27 de fevereiro de 2017 16:14

    Esse descumprimento é sempre previsível partindo de quem partiu.
    Esta estrada é deficitária e ninguém se interessa em privatiza-la e nem tampouco os governantes se interessam na sua manutenção, pois não há repercussão negativa na divulgação das agruras pelas quais passam os caminhoneiros e o produtores de grãos.
    Se fosse passível de privatização, certamente já estaria privatizada e os políticos responsáveis, já teriam embolsado a propina.

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