VER-O-FATO: O POLÍTICO BRASILEIRO

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

O POLÍTICO BRASILEIRO


 

Carlos Mendes

O político brasileiro – respeitada a exceção – é um inútil. Um jumento é mais inteligente e disposto ao trabalho do que ele. A ética e o pudor que alardeia assemelha-se ao moralismo de motel.

O fato de gabar-se ao ostentar uma representação delegada pelo povo nas urnas não quer dizer nada. Até porque o povo é igual ao político que elege: burro, indiferente e dotado de uma consciência inferior à da ameba.

Nunca tive ilusões com nenhum político. Repito, ressalvada a exceção. Sei que ele se esforça tanto para parecer honesto, mas não chega nem aos pés da mulher de César. Aliás, qualquer cafetina é mais digna na gestão de um bordel do que um político numa casa legislativa.

A maior sandice que o político diz no parlamento é que ele se preocupa com o destino do país. Quem não o conhece que o compre. Um cachorro vira-lata é mais honesto é confiável. Dê a um político a chave de sua casa e verá ele esvaziá-la num segundo.

Nenhum outro animal, para ser sincero, é tão falso quanto o político. E o pior é que ele vive cercado de imbecis, que o aplaudem e admiram, porque dele dependem. Um sapo é mais autêntico e respeitoso quando está no brejo do que um político falando da tribuna.

O problema do político é que ele pensa que ninguém pensa. Daí, cria leis e mais leis para fazer os cidadãos acreditarem que está legislando. Quem cai na armadilha coloca-se na posição inferior à do asno.

Alguém dirá: “ah, mas o político brasileiro tem alma”. Contesto enfaticamente. Ele já teve alma, não mais a tem. Vendeu-a faz tempo ao capeta, como fez Fausto, o personagem de Goethe. Creio, porém, que o diabo já se arrependeu.

Não vale a pena comprar a alma do político brasileiro. Ela não vale um centavo.

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