sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

MULHERES E MÃES DE PMs PROTESTAM EM BELÉM E ALTAMIRA CONTRA O GOVERNO DE JATENE

Em Altamira, o protesto começou durante a noite
"É um governo desacreditado e sem palavra. Enquanto o governador faz turismo na Itália, gastando nosso dinheiro, os PMs morrem nas ruas, defendendo a sociedade contra os bandidos". Com este desabafo, feito ao blogue Ver-o-Fato, a mulher de um policial militar, envolvida na manifestação de cerca de 100 mulheres, hoje pela manhã em Belém, em frente ao Palácio dos Despachos, na avenida Almirante Barroso, definiu o sentimento das famílias que protestam contra más condições salariais e de trabalho na Polícia Militar. A tropa não aderiu ao movimento e permanece nas ruas.

Segundo Aline Campos, uma das organizadoras da manifestação, o governo de Simão Jatene não fez a equiparação do salário base do policial com o do salário mínimo vigente, além do reajuste salarial com base na inflação, que não acontece há dois anos. A esposa de um sargento, pedindo para não ser identificada, também criticou o atraso no pagamento do auxílio fardamento, afirmando que as parcelas prometidas não foram liberadas.

Outra crítica se refere à demora no atendimento de urgência, hoje feito em apenas um local, chegando a alcançar mais de três meses para a realização de um exame de saúde. "Se você visse como está a situação dos PMs do interior, dá pena. Eles estão esquecidos pelo governo, nem o auxílio moradia estão recebendo", denunciou. 
O ato em frente ao Palácio. Foto Arthur Sobral, G1
Campos disse que o protesto é pacífico e que elas estão nas ruas porque seus maridos não podem paralisar suas atividades. E criticou ainda a demora de até dois anos para o governo pagar a pensão às viúvas dos militares. Uma manifestante observou ao Ver-o-Fato que o governo não deve subestimar a manifestação e buscar uma saída para os problemas dos militares, caso contrário "os quartéis irão parar".  

Cinco mulheres foram recebidas no Palácio para uma reunião. Não foi informado se dessa reunião participou o vice-governador Zequinha Marinho, já que Simão Jatene está em viagem de passeio pela Itália.

Altamira solta o grito

Duas viaturas que fazem o policiamento nas ruas de Altamira foram impedidas de deixar o quartel do 16º Batalhão da Polícia Militar, durante a manifestação de mulheres, mães e filhos de militares acampados desde a noite de ontem no local. Em outro quartel, no bairro do Jatobá, as mulheres também protestam, dizendo que só deixarão o local quando as reivindicações forem atendidas. Elas disseram não temer represálias do governo.

Além do reajuste salarial, pagamento de auxílio-alimentação e auxílio fardamento, elas reclamam da excessiva carga horária de trabalho dos PMs e denunciam que o plano de saúde do Iasep "não funciona" em Altamira.
                      
Fala, governo

Em nota enviada ao Ver-o-Fato, o governo do Estado declara que mantém "diálogo aberto e permanente para intensificar a política de valorização do servidor público implementada desde 2011". O comunicado oficial não comenta a manifestação, afirmando apenas que o governo concedeu "vários benefícios aos policiais militares em mais de uma dezena de leis, leis complementares, decretos e regulamentações".

Um desses benefícios, ainda de acordo com a nota, é o auxílio-fardamento, no qual, 63% dos 15.200 policiais militares do Pará receberão, "nos contracheques deste mês, dois soldos em vez de um". O soldo será pago a 9.587 soldados e cabos. O valor do auxílio, pago duas vezes por ano, é equivalente a um mês de soldo do militar e até o segundo semestre também vai beneficiar sargentos e subtenentes, segundo promessa do governo.

Em 2010, observa o governo, a  remuneração inicial dos praças era de R$ 1.681,00, incluindo o auxílio alimentação, hoje este valor está em R$ 3.090,00, também incluindo o auxílio. "A média de remuneração, que era de R$ 2,5 mil, hoje é de R$ 3,8 mil. O aumento da remuneração resulta da política de promoção de militares. Apenas em 2016 foram 3.176 promoções. Entre 2011 e 2016, foram mais de 9,3 mil militares promovidos".

Os militares da PM, ainda segundo a nota oficial, também tiveram significativos ganhos em outras gratificações, como a de Risco de vida, que em 2011 correspondia a 50%, hoje calculada com base em 100% do soldo para os praças.

O auxílio alimentação, que em 2010 era de R$ 100, hoje está em R$ 650, totalizando reajuste de 550%. A partir de 2011, o interstício de 5%, vantagem decorrente de tempo de serviço, passou a ser automática para todos os militares. O abono extraordinário, que em 2011 era de R$ 50,82, passou para R$ 91,67.

Por fim, a nota diz que os PMs também têm direito ao kit armamento, tiveram majoração do auxílio-invalidez permanente de R$ 5 mil para R$ 30 mil e elevação do auxílio morte de R$ 10 mil para R$ 70 mil. Também fala que desde 2011 já realizou seis concursos públicos e que três deles estão em andamento, para preencher 2.174 vagas. 

Em tempo:

A nota do governo parece dizer que vai tudo bem na PM e que os militares não têm motivos para reclamações, nem passeatas de suas mulhares, mães e filhos. 

Então, resta a pergunta: por quê será que elas protestam? 

3 comentários:

  1. Entendi, considerando o comunicado, o governador merece o passeio...
    Só tem uma coisinha Sras, o Pará não atrasa salário dos servidores públicos

    Se estiverem descontentes peçam transferência para o Espírito Santo ou Rio de Janeiro ou Rio Grande do Sul...

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  2. A questão é o seguinte, os programas policiais dos barbalhos como barra pesada, metendo bronca, e outros, deram uma grande visibilidade e esses policiais como Hélder Mauro, sargento silvano e companhia, o q acontece hoje em dia? Esses caras que deveriam está cumprindo suas atividades policiais nas ruas, estão inflamando para que se tenha o caus igual o q está acontecendo no Espírito Santo, ou seja uma irresponsabilidade, e com conotação política, esses caras só ganharam visibilidade com esses programas sensacionalistas da Rba, e com isso aproveitaram pra ser políticos, e não fazem nada, eles servem mais a sociedade se deixar de ser políticos e voltarem as suas atividades como policiais, passaram em concurso pra isso para servir a sociedade, o Heder Mauro fez um discurso irresponsável essa semana para que os familiares fizesem o mesmo que no Espírito Santo, lamentável essa atitude só pra ganhar visibilidade política, sei que não dá pra tapear o sol com a peneira no sentido de dizer que as coisas estão boas por q não estam pra ninguém não só no pará mais em todo o Brasil a situação de segurança está uma calamidade, mais não se pode usar desse tipo de irresponsabilidade com conotação política.

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  3. Não duvido nada se em 2018,o PSD do Heder Mauro e compahia, vão se aliar aos barbalhos, anotem o que estou dizendo.

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